China lança campanha para celebrar ‘fim da extrema pobreza’

Propaganda ocorre pouco antes das celebrações do centésimo aniversário de fundação do Partido Comunista Chinês
-Publicidade-
A China de Xi Jinping afirma ter erradicado a extrema pobreza
A China de Xi Jinping afirma ter erradicado a extrema pobreza | Foto: Reprodução/Flickr

O Partido Comunista Chinês (PCC) está realizando uma grande campanha de propaganda para celebrar “o fim da extrema pobreza” e elogiar o papel exercido por Xi Jinping, que tenta consolidar sua imagem como um líder histórico que está colocando o país em seu devido lugar como uma potência global. A China anunciou em novembro de 2020, sem fazer alarde, que o país havia conseguido erradicar a extrema pobreza. Há uma década, a estimativa oficial era que quase 99 milhões de pessoas viviam com uma renda anual de 2,3 mil yuans (cerca de US$ 355). Agora, o aparato de propaganda do PCC encheu a mídia estatal de reportagens sobre a luta “bem-sucedida” contra a pobreza e o papel pessoalmente exercido por Xi para que o país superasse essa crise.

A campanha também vincula outras conquistas do país ao líder do PCC, incluindo a luta contra a covid-19, a ascensão da China como fabricante de produtos tecnológicos e a bem-sucedida missão à Lua realizada em dezembro. Xi é creditado pessoalmente pelo lançamento de uma iniciativa em 2013, pouco depois de chegar ao poder, que permitiu à China cumprir a meta de erradicar a extrema pobreza uma década antes de 2030, um objetivo traçado pelo Banco Mundial. Como parte da campanha, Xi entregou nesta quinta-feira, 25, medalhas, certificados e placas a pessoas e grupos reconhecidos como “modelos” contra a pobreza em um evento transmitido virtualmente. Em discurso, ele fez poucas menções a seus antecessores, que lideraram a maior parte dos esforços de décadas do PCC para aumentar a renda da população.

-Publicidade-

A propaganda acontece pouco antes das celebrações do centésimo aniversário de fundação do Partido Comunista, em julho. Xi quer garantir seu lugar ao lado de Mao Tsé-Tung e Deng Xiaoping entre os grandes líderes do país.

Leia também: “Quando a China vai ocupar Taiwan?”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 48 da Revista Oeste

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias.
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.
-Publicidade-
Exclusivo para assinantes.