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China tem novo ministro da Defesa depois de demissão 'misteriosa'

Governo anunciou Dong Jun para o cargo nesta sexta-feira, 29, segundo agência estatal Xinhua

Dong Jun_ministro da Defesa China
O governo da China anunciou nesta sexta-feira, 29, o ex-comandante naval Dong Jun como novo ministro da Defesa | Foto: Ministério da Defesa Nacional da República Popular da China

O governo da China anunciou nesta sexta-feira, 29, o ex-comandante naval Dong Jun como novo ministro da Defesa. A informação foi divulgada pela agência estatal de notícias Xinhua.

A nomeação de Dong foi feita pelo Parlamento chinês, depois da última sessão do ano.

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Dong serviu como comandante máximo da Marinha do Exército de Libertação do Povo Chinês (ELP) desde 2021. A nomeação encerra meses de especulação sobre quando Pequim preencheria o cargo deixado por Li.

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China
O anúncio da nomeação do novo ministro da Defesa da China acontece dois meses depois do cargo ficar vago. O antecessor Li Shangu ficou à frente da pasta por apenas sete meses e foi destituído sem explicação. Sua última aparição pública ocorreu no final de agosto | Foto: Reprodução/Freepik

Sumiço do antecessor na China

O cargo estava vago desde a demissão sem explicação do antecessor Li Shangfu, em outubro, depois de ficar à frente do ministério por apenas sete meses. Sua última aparição pública ocorreu no final de agosto.

O desaparecimento de Li alimentou intensas especulações sobre o seu destino. O sumiço e a demissão seguiram a uma série de mudanças inexplicáveis nos cargos, o que perturbou escalões superiores da China.

Um exemplo disso foi a destituição do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Qin Gang em julho e a remoção de dois líderes da Força de Foguetes do ELP, tudo sem explicação.

Tanto Li como Qin assumiram os seus cargos no início deste ano, escolhidos pelo ditador chinês Xi Jinping. Suas demissões repentinas levantaram questões sobre o governo de Xi.

Semanas antes do sumiço de Li, o ditador convocou os integrantes do altos escalões militares em Pequim para uma reunião, em que enfatizou a lealdade política, a disciplina e a “liderança absoluta” do partido sobre as Forças Armadas.

O regime chinês se recusou várias vezes a comentar o paradeiro de Li e os motivos de sua ausência. No anúncio desta sexta-feira, 29, o governo não forneceu mais detalhes, além de divulgar a nomeação de Dong.

Suspeita

De acordo com uma reportagem do jornal norte-americano Wall Street Journal, Li foi levado em setembro pelas autoridades chinesas para um interrogatório.

Em julho, o Departamento de Desenvolvimento de Equipamento do ELP anunciou uma nova repressão às práticas corruptas de aquisição, pedindo dicas sobre atividades questionáveis ocorridas em 2017, no período em que Li assumiu o comando do órgão.

+ Leia também: China demite ministro da Defesa sem revelar motivos

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