A China “prendeu” pelo menos 80 mil turistas em Hainan, Província no sul do país. As autoridades colocaram a ilha em um estrito lockdown, para conter um surto de covid-19. As medidas foram adotadas depois que testes de rotina identificaram quase 500 casos positivos na cidade.
O governo ordenou o cancelamento de todos os voos para a região e o isolamento dos turistas em seus respectivos hotéis. Bares, restaurantes e outros estabelecimentos foram fechados, e o acesso às praias está proibido.
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Boa parte das dezenas de resorts e hotéis de luxo está ocupada por turistas, que aproveitam o verão em um dos destinos de férias mais populares do país.
A vice-premiê da China, Sun Chunlan, visitou a ilha e pediu “medidas firmes e decisivas” para zerar a transmissão comunitária do vírus. Ela também solicitou que líderes locais acelerem a construção de hospitais de campanha e apresentem um plano para converter hotéis em centros de quarentena centralizada.
A ilha não possui hospitais à altura de metrópoles como Pequim e Xangai, o que dificulta o tratamento de pessoas doentes.
Na quarta-feira 17, autoridades sanitárias disseram que turistas só poderão deixar a ilha após apresentar resultado negativo em testes de covid por cinco vezes consecutivas em uma semana.
Hotéis anunciaram descontos de 50% nas diárias adicionais de quem ficou preso por lá, mas até agora não há nenhuma palavra sobre perdoar a dívida dos turistas que não podem arcar com os gastos extras.
A Província de Hainan e sobretudo sua cidade mais popular, Sanya, são frequentemente referidas pelos locais como “Havaí chinês”. A área tem hotelaria de luxo, restaurantes premiados e é um popular destino costeiro para gente do país inteiro. Desde 2020, a ilha era considerada um modelo de gestão da doença e jamais chegou a registrar mais de 12 casos diários de covid.
Leia também: “A insanidade da ‘covid zero’ na China”, reportagem publicada na edição 112 da Revista Oeste
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