A Human Rights Watch afirma que católicos na China enfrentam repressão crescente, em meio à política de “sinicização” promovida pelo ditador Xi Jinping e ao acordo firmado em 2018 entre o Vaticano e Pequim. Segundo um relatório da organização, a situação viola a liberdade religiosa e pressiona fiéis a aderirem à igreja oficial controlada pelo Estado.
“Uma década depois do início da campanha de sinicização de Xi Jinping e quase oito anos desde o acordo entre a Santa Sé e a China, os católicos no país enfrentam uma repressão crescente, que viola suas liberdades religiosas”, disse Yalkun Uluyol, pesquisador da Human Rights Watch, em relatório publicado em 15 de abril.
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Para Uluyol, o papa Leão XIV deveria “revisar urgentemente o acordo e pressionar Pequim a encerrar a perseguição e a intimidação de igrejas clandestinas, do clero e de fiéis”.

O relatório foi baseado em entrevistas com “nove pessoas fora do país com conhecimento direto do catolicismo na China” e conclui que o acordo Vaticano-China “forneceu uma estrutura abrangente para que as autoridades pressionem os católicos clandestinos”.
Testemunhas afirmaram que muitos fiéis sentiram que não tinham “outra escolha a não ser aderir à igreja oficial” e que aqueles que permaneceram na igreja subterrânea “se sentiram traídos pelo Vaticano”.
A Human Rights Watch também relatou perseguições a bispos e membros do clero, incluindo detenções e desaparecimentos forçados, além da proibição de padres ensinarem ou evangelizarem on-line. “Clérigos católicos libertados da detenção continuam a enfrentar assédio”, diz o documento.

“Uma pessoa afirmou em janeiro que um padre conhecido foi impedido de ter contas bancárias, chips de celular e passaporte e, assim, não tem meios de sobrevivência e mal consegue se sustentar por um ou dois dias.”
Para Nina Shea, pesquisadora sênior do Hudson Institute, a política do Vaticano para a China “tem sido desastrosa”.
Em entrevista ao canal EWTN News, ela afirmou que bispos “são submetidos pelo governo a desaparecimentos, detenções por tempo indeterminado sem devido processo, marginalização, ainda que ‘reconhecidos’, ou ameaças ativas de prisão caso resistam a jurar fidelidade apenas ao Partido Comunista Chinês e não a Roma”.
Shea também pediu que o papa lidere uma vigília global de oração pelos bispos desaparecidos ou detidos. Ela lembrou que o papa Bento XVI instituiu 24 de maio como o Dia Mundial de Oração pela Igreja na China, mas que a data “tem sido praticamente esquecida nos últimos anos”.






































Esse acordo da Santa Sé com o governo chinês é um escandalo. Acordo secreto que dá aos comunistas o direito de escolher quem será bispo e padre. O próximo passo é retirar o crucifixo do altar e colocar a foto do Xi Jinping. Como foi possível que o Papa Francisco aceitasse uma coisa dessas? Os mártires que deram a vida no império romano devem estar envergonhados.