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• Tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz caiu ao menor nível em dois meses, segundo dados da Kpler;
• Apenas seis embarcações cruzaram Ormuz no domingo, o menor movimento diário registrado em cinco semanas;
• Maioria dos petroleiros desligou os sistemas de rastreamento durante a travessia, dificultando a contabilização das embarcações; e
• Marinha dos EUA informou que o tráfego comercial permanece reduzido por causa da cautela dos operadores depois dos ataques recentes
O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz caiu ao menor nível em dois meses, segundo dados da Kpler, empresa especializada no monitoramento do transporte marítimo, citados pela agência de notícias Reuters nesta segunda-feira, 13.
Apenas seis embarcações cruzaram Ormuz no domingo 12, o menor movimento diário registrado em cinco semanas. A maioria dos petroleiros desligou os sistemas de rastreamento durante a travessia, o que dificulta a contabilização do total de navios que trafegam pelo estreito.
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Segundo comunicado do Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, o tráfego comercial por Ormuz “continuou em níveis reduzidos”, e os padrões de navegação “continuaram a refletir a cautela dos operadores depois dos ataques recentes”.
Imagens de satélite também identificaram ao menos três operações de transferência de petróleo entre navios no Golfo de Omã, fora de Ormuz. Esse procedimento, conhecido como ship-to-ship, consiste na transferência de petróleo de uma embarcação para outra e tem permitido acelerar as entregas sem que todos os navios precisem atravessar o estreito.
Ataques elevam preocupação com o Estreito de Ormuz
A tensão na região aumentou depois que o Comando Central dos EUA informou ter realizado, neste domingo, 12, uma nova onda de ataques contra dezenas de alvos no Irã. Segundo a corretora marítima Gibson, também citada pela Reuters, caso a escalada resulte em um novo fechamento prolongado de Ormuz, “o mundo se encontrará em uma situação muito mais difícil”.
A corretora acrescenta que a combinação entre estoques globais reduzidos e restrições à navegação representa “uma receita para uma oferta muito mais apertada, preços mais altos e um risco significativo de queda para os mercados de transporte de petróleo”.
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