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China rejeita convite de Trump para negociar o fim das bombas atômicas

'O poder das armas nucleares é enorme', disse o presidente dos EUA

china EUA Trump Xi
Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China, no início de sua reunião bilateral na cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão (29/6/2019) | Foto: Reuters/Kevin Lamarque

Para a China, manter o arsenal nuclear “contribui para a paz mundial”. A declaração foi feita por Guo Jiakun, porta-voz do Partido Comunista Chinês, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 27. A fala foi uma resposta ao convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Pequim participe das negociações voltadas à erradicação das ogivas atômicas.

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O convite de Trump ocorreu na última segunda-feira, 25, antes de uma reunião com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, na Casa Branca. Aliado dos EUA na região, a Coreia do Sul vive há sete décadas em tensão com a vizinha Coreia do Norte — parceira da Rússia e da China.

“Acho que a desnuclearização é um objetivo muito grande, mas a Rússia está disposta a fazê-lo, e acredito que a China também estará”, afirmou Trump. Segundo ele, o mundo precisa acabar com o arsenal atômico, já que o poder de destruição dessas armas é “muito forte”.

Jiakun disse que o pedido de Trump não é “razoável” e nem sequer “realista”. “O país que detém o maior arsenal nuclear do mundo deve cumprir com seriedade sua responsabilidade especial e primária pelo desarmamento nuclear, realizar cortes drásticos”, declarou.

China e o arsenal nuclear ao redor do mundo

Atualmente, os chineses possuem cerca de 500 ogivas — é o terceiro maior arsenal nuclear do mundo. À frente estão apenas os Estados Unidos (3,7 mil) e a Rússia (4,3 mil). O quarto lugar é ocupado pela França (290).

De acordo com a plataforma Our World in Data, vinculada à Universidade de Oxford, existem cerca de 12 mil ogivas atômicas prontas para uso ao redor do mundo. As bombas estão distribuídas por nove países diferentes. Os seis outros são: Reino Unido (225), Índia (172), Paquistão (170), Israel (90) e Coreia do Norte.

Ao cabo, a China possui um relevante arsenal nuclear, quando comparada às nações fora do top três. Contudo, há uma evidente superioridade numérica de norte-americanos e russos — ao menos, considerando as armas conhecidas pela comunidade internacional.

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