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'China sempre passou a perna em nós', diz Trump

Em nova medida econômica, Estados Unidos aplicaram tarifas de 104% em produtos chineses

Trump lançou criptomoeda pouco antes da posse | Foto: Reuters/Cheney Orr
Declaração foi feita durante um evento do Comitê Nacional Republicano | Foto: Reuters/Cheney Orr

Durante um evento do Comitê Nacional Republicano para o Congresso, o presidente Donald Trump anunciou um aumento das tarifas sobre produtos importados da China, elevando a taxa para 104%.

“Eles sempre nos passaram a perna a torto e a direito”, declarou Trump. “Vamos agora passar a perna neles.”

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Tal medida faz parte de uma estratégia para pressionar a China no âmbito comercial. O aumento das tarifas pelos Estados Unidos gerou uma resposta imediata da China, que acusou o governo norte-americano de “bullying” e “atos intimidatórios”.

O ministro das Relações Exteriores chinês manifestou forte oposição, declarando que o país não aceitará “atos hegemônicos”. Pequim retaliou, aumentando as próprias tarifas para 84% sobre produtos norte-americanos.

‘Tarifaço’ de Trump

Donald Trump acordo Argentina
De acordo com o Trump, líderes mundiais buscam diminuir os impactos às tarifas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Trump afirmou que líderes de várias nações estão interessados em negociar para mitigar o impacto das tarifas. Ele comentou: “Estou te falando, esses países estão nos ligando, puxando o meu saco. Eles estão doidos para fazer um acordo. ‘Por favor, por favor, senhor, me deixe fazer um acordo'”.

As tarifas, que começaram a valer na quarta-feira 3, fazem parte de medidas que o governo norte-americano vem implementando desde o início de abril. Essas tarifas afetam também mais de 180 países com déficits comerciais significativos com os EUA, com taxas de 10% a 50%.

Trump acredita que, eventualmente, a China concordará com um acordo e acusou a nação asiática de manipular sua moeda para compensar as tarifas dos EUA. “Tem que dar o braço a torcer”, declarou Trump. “Eles estão manipulando a moeda hoje como uma forma de compensar as tarifas.”

Impactos econômicos e resposta chinesa

A guerra tarifária continua a impactar os mercados financeiros globais. Na quarta-feira 3, as bolsas asiáticas, exceto a China, fecharam em baixa, e as europeias também registraram quedas.

Nos EUA, as ações perderam US$ 852 bilhões em valor de mercado na terça-feira 2, elevando a perda acumulada para US$ 10,8 trilhões desde que Trump assumiu a Presidência.

O Ministério do Comércio da China reiterou que continuará revidando as ações dos EUA até que um acordo justo seja alcançado. “A China tem vontade firme e meios abundantes e contra-atacará resolutamente até o fim”, declarou um porta-voz.

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