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Ciclone revela fósseis de 80 milhões de anos

Achado estava em floresta da Nova Zelândia

fósseis 80 milhões
Possíveis vértebras de um elasmosauro encontrado na Nova Zelândia | Foto: Foto: Divulgação/Facebook/GNS Science

Em março deste ano, funcionários do grupo de preservação animal Forest Lifeforce Restoration Trust encontraram fósseis de 80 milhões de anos. Os servidores acharam os restos, durante a avaliação dos estragos provocados pelo ciclone Gabrielle à floresta Maungataniwha, na Nova Zelândia. A descoberta, contudo, só veio à tona em 15 de junho.

Chamada para avaliar o caso, a geóloga Marianna Terezow identificou duas vértebras que podem ter sido de um elasmossauro, um grande réptil marinho do final do Cretáceo (145 a 66 milhões de anos atrás), que media até 14 metros de comprimento. Outros ossos seriam de um mosassauro, também das águas, que habitou diferentes oceanos do mundo no Cretáceo Superior (há 100 e 60 milhões de anos).

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Fósseis de um provável réptil marinho extinto | Foto: Divulgação/Facebook/GNS Science

Efeito do ciclone para a descoberta dos fósseis de 80 milhões de anos

O ciclone Gabrielle atingiu a área de Hawkes Bay, em fevereiro de 2023. A pressão varreu leitos de rios e derrubou grandes rochas.

“É como se um gigante tivesse caminhado pelo leito do riacho, chutando rochas e pedregulhos como se fossem seixos e revirando tudo no caminho”, disse o gerente florestal Pete Shaw, do Forest Lifeforce Restoration Trust.

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Membros da equipe que descobriu os fósseis | Foto: Divulgação/Facebook/GNS Science

Segundo o especialista, a julgar pelo que a equipe descobriu em apenas uma manhã, o ciclone Gabrielle “contribuirá enormemente para o conhecimento coletivo sobre as criaturas que chamaram este lugar de lar nas profundezas da pré-história”.

O vale onde estavam os fósseis é bem famoso entre os geólogos do país. “Se algum lugar é o epicentro da paleontologia da Nova Zelândia, então Maungataniwha, e particularmente o córrego Mangahouanga, provavelmente são esse lugar”, afirma Shaw. Agora, ele trabalha com especialistas do instituto de pesquisa GNS Science, em Wellington, capital da Nova Zelândia, para aprofundar os estudos das descobertas.

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