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Cofundador da OceanGate quer enviar mil pessoas para morar no planeta Vênus

O projeto já está em desenvolvimento pela startup Human2Venus

Planeta Vênus
Vênus é frequentemente lembrado por ser muito semelhante ao nosso planeta | Foto: Divulgação/Human2Venus

Guillermo Söhnlein, cofundador da empresa OceanGate Expeditions, que ganhou notoriedade internacional depois da tragédia que envolveu o submersível Titan, tem novos planos de exploração. Entretanto, dessa vez, a ideia não é explorar os oceanos, mas o planeta Vênus.

Em junho, expedição do submarino Titan terminou em implosão e na morte de cinco pessoas — entre elas outro dos fundadores da OceanGate.

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Em entrevista ao site Business Insider, Söhnlein revelou que planeja um novo empreendimento que planeja levar mil pessoas para virar em uma colônia na atmosfera de Vênus até 2050 — apesar de toda a pressão sofrida após o acidente da companhia.

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O projeto já está em desenvolvimento e Söhnlein anunciou parceria com o empresário Khalid Al-Ali. O programa vai ser liderado pela startup de Human2Venus — Humanos “para” Vênus, em tradução literal.

“Acho que é menos ambicioso do que colocar 1 milhão de pessoas na superfície de Marte até 2050”, afirmou o empresário ao site.

https://youtube.com/watch?v=g-vK9pqonAE

O planeta Vênus é o melhor caminho para os seres humanos?

O planeta Vênus é frequentemente lembrado por ser muito semelhante ao nosso planeta, por vezes, é chamado de “gêmeo da Terra”, porém, isso não é exatamente verdade. Por ser o mais próximo da nossa estrela, o corpo celeste é o mais quente do sistema solar e conta com uma atmosfera repleta de dióxido de carbono. 

Sua temperatura é capaz de derreter chumbo — o metal tem ponto de derretimento de 327,5°C e a pressão atmosférica é mais de 90 vezes superior à da Terra, segundo estudos da Nasa.

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Apesar disso, Söhnlein não entende os motivos pelos quais a humanidade não deveria tentar viver no planeta Vênus. Para ele, há pesquisas que sugerem que há uma faixa da atmosfera venusiana a cerca de 48 quilômetros da superfície onde os humanos, em teoria, podem sobreviver, já que as temperaturas são mais baixas e a pressão é menor.

“Para ir mais longe do que qualquer um já foi antes, você pode precisar quebrar algumas barreiras ao longo do caminho”, diz Söhnlein

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