Acostumado a viver no luxo que a ditadura venezuelana lhe proporcionava, o ditador Nicolás Maduro vai passar uma temporada no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, em Nova York. Preso pelos EUA na madrugada de sábado 3 e levado aos EUA em um navio militar, Maduro passou sua primeira noite no local.
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Construído nos anos de 1990 para aliviar a superlotação, o MDC é retratado pela imprensa norte-americana como um local de infraestrutura precária, com falta de funcionários e registro frequente de episódios frequentes entre os presos. Os adjetivos “repugnante” e “horripilante” são frequentemente associados ao local.
Administrado pelo Departamento Federal de Prisões, uma divisão do Departamento de Justiça dos EUA, o centro de detenção abriga presos de todos os níveis de segurança e de ambos os sexos: a mulher de Maduro, Cilia Flores, também foi levada ao MDC. O site do presídio informa que o total de presos na unidade é 1,3 mil.
Dentre os detentos que já passaram pelo local estão nomes conhecidos como o cantor R. Kelly, o empresário Martin Shkreli, a socialite Ghislaine Maxwell, o ex-executivo de criptomoedas Sam Bankman-Fried e o produtor musical Sean “Diddy” Combs. O chefe de cartel Ismael Zambada Garcia, “El Mayo”, acusado de homicídio e tráfico de drogas, também aguardou julgamento nessa unidade.
Imprensa relata violência e falta de infraestrutura no centro de detenção
O advogado Marc Agnifilo, que representa Sean Combs, disse ao juiz em 2024 que o MDC “é um lugar muito difícil para um detento”. A imprensa também relatou a morte de dois presos em junho e julho de 2024 depois de brigas com outros detentos.
No inverno de 2019, uma queda de energia deixou os presidiários sem luz e no frio durante uma semana. O episódio resultou em uma investigação federal e, posteriormente, em um acordo de US$ 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões) para compensar os então 1,6 mil detentos afetados.
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O MDC atualmente é o único centro correcional federal que opera em Nova York, desde o fechamento do complexo de Manhattan em 2019, depois da morte do financista Jeffrey Epstein.





































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