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Como funciona a classificação de cartéis mexicanos como terroristas nos EUA

Decisão adotada por Washington contra grupos do México agora será ampliada para PCC e Comando Vermelho no Brasil

À esquerda, presidente do México, Claudia Sheinbaum; à direita, presidente dos EUA, Donald Trump
À esquerda, presidente do México, Claudia Sheinbaum; à direita, presidente dos EUA, Donald Trump | Fotos: Reprodução/Wikimedia Commons

Os Estados Unidos ampliaram neste ano o uso da classificação de organizações terroristas contra grupos ligados ao narcotráfico na América Latina.

Em fevereiro de 2025, Washington incluiu seis cartéis mexicanos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. Entre eles estão o Cartel de Sinaloa e o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

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Nesta quinta-feira, 28, o governo norte-americano anunciou o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em uma lista de restrições. A relação é a mesma utilizada contra grupos como Hamas, Hezbollah e Estado Islâmico.

Marco Rubio EUA documento Venezuela
O secretário de estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta quinta-feira, 28, que vai incluir o PCC e CV na lista de organizações terroristas | Foto: Reprodução/Facebook Marco Rubio

O que muda com a medida

A classificação permite que autoridades norte-americanas ampliem sanções financeiras, restrições migratórias e investigações internacionais contra integrantes, empresas e operadores ligados às facções.

As medidas têm como base a Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA e a Ordem Executiva 13224, criada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

+ Leia também: “Como os EUA podem agir no Brasil depois de classificarem PCC e CV como terroristas

No México, a ofensiva norte-americana ganhou força depois que o governo do presidente Donald Trump passou a defender ações mais rígidas contra os cartéis.

Segundo a CNN norte-americana, a CIA conduz operações secretas em território mexicano desde 2025. O foco das ações é o desmantelamento das estruturas financeiras e logísticas de organizações criminosas.

Autoridades mexicanas criticaram o avanço da atuação norte-americana no país. A presidente do país, Claudia Sheinbaum, declarou que o México não aceitará nenhum tipo de intervenção militar estrangeira e anunciou propostas para limitar a atuação de agentes internacionais.

No Brasil, a inclusão do PCC e do CV pode facilitar cooperação internacional, compartilhamento de informações financeiras e ações conjuntas contra integrantes das facções fora do país.

A previsão é que a medida passe a valer oficialmente em 5 de junho.

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