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Os governos dos Estados Unidos e do Irã firmaram um acordo para interromper hostilidades e retomar negociações diplomáticas após uma escalada militar no Oriente Médio. Representantes dos dois países se reunirão em Doha, no Catar, no dia 30, para discutir um cessar-fogo provisório e o programa nuclear iraniano. A aproximação segue uma série de ataques, incluindo um projétil iraniano que atingiu um navio no Estreito de Ormuz.
Neste domingo, 28, os governos dos Estados Unidos (EUA) e do Irã chegaram a um acordo para interromper as hostilidades e retomar as negociações diplomáticas, depois de uma escalada militar que elevou as tensões no Oriente Médio.
Conforme o site norte-americano Axios, o entendimento busca consolidar um cessar-fogo provisório e abrir caminho para um acordo mais amplo entre os dois países.
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Representantes das duas nações devem se reunir na próxima terça-feira, 30, em Doha, no Catar. A expectativa é que o encontro marque a retomada das conversas sobre o programa nuclear iraniano e outros temas de segurança regional.
A aproximação ocorre depois de uma sequência de ataques iniciada quando um projétil iraniano atingiu um navio de carga no Estreito de Ormuz.
Em resposta, os EUA acusaram Teerã de violar um cessar-fogo firmado em 17 de junho, enquanto o Irã responsabilizou Washington pela retomada das ações militares.
Mais cedo, o Irã lançou mísseis e drones contra instalações militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein. Em reação, o presidente Donald Trump afirmou que poderia ampliar a ofensiva caso o governo iraniano não respeitasse os termos do acordo.
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Exigências de Teerã aos EUA

Apesar do entendimento, o governo iraniano condicionou o avanço das negociações ao cumprimento de compromissos assumidos pelos EUA. Entre eles está o acesso a recursos financeiros iranianos congelados no exterior.
Além disso, Teerã havia cancelado conversas técnicas previstas com representantes norte-americanos, alegando que os ataques recentes contrariavam os termos do memorando firmado entre as partes.
Israel mantém ofensiva
Enquanto Washington e Teerã buscam reduzir as tensões, Israel informou que voltou a atacar alvos do Hezbollah no sul do Líbano.
Segundo as Forças de Defesa de Israel, a operação teve como alvo uma infraestrutura subterrânea utilizada pelo grupo.
As ações ocorreram um dia depois de outro bombardeio israelense e indicam que, apesar da tentativa de distensão entre EUA e Irã, a situação no Oriente Médio permanece instável.
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