Uma série de companhias aéreas cancelou voos programados para sábado 22 e para a próxima terça-feira 25 com destino à Venezuela, depois de alertas das autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos (EUA) sobre segurança no espaço aéreo do país, relata a RTP.
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Entre as aéreas que cancelaram operações estão a espanhola Iberia, a colombiana Avianca, a brasileira GOL, a chilena Latam e a Caribbean Airlines, de Trinidad e Tobago e a portuguesa TAP.
Em comunicado à agência Lusa, a TAP declarou que a decisão “decorre de informação emitida pelas autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos da América, que indica não estarem garantidas as condições de segurança no espaço aéreo venezuelano, nomeadamente na zona de informação de voo Maquetia”.
Todos os passageiros foram informados sobre os cancelamentos e podem solicitar reembolso. A empresa lamentou “o inconveniente causado” e destacou que a medida visa “garantir a segurança dos passageiros e tripulação”. A TAP acrescentou ainda que, atualmente, não há tripulantes em território venezuelano.
A presidente da Associação de Companhias Aéreas da Venezuela (ALAV), Marisela de Loaiza, confirmou a situação para a agência France-Presse.
A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) recomendou que operadores de voos comerciais “extremem a prudência ao operar na região de informação de voo de Maiquetía [correspondente ao espaço aéreo controlado pela Venezuela, que inclui também parte das Caraíbas sul e oriental] a todas as altitudes, devido à deterioração da situação de segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela ou seus arredores”.
Segundo o órgão, “as ameaças poderão representar um risco potencial para as aeronaves em todas as altitudes, incluindo durante o sobrevoo, as fases de chegada e saída do voo”. O comunicado alerta ainda para riscos em aeroportos e aeronaves em solo na região.
EUA acusam governo da Venezuela de facilitar o tráfico
O alerta surge depois da chegada do USS Gerald Ford, maior e mais avançado porta-aviões dos EUA, ao sul das Caraíbas, como parte do destacamento militar que Washington mantém na região desde o verão.
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Oficialmente, a presença dos EUA visa a combater o tráfico de drogas com destino ao país.
Os EUA enviou, desde agosto, diversos navios de guerra para a área. Washington relata que a operação combate o narcotráfico e acusa o ditador Nicolás Maduro, considerado ilegítimo pelos EUA, de participação nas atividades ilícitas.
Durante essas ações, cerca de duas dezenas de lanchas suspeitas de transportar drogas foram destruídas nos mares do Caribe e do Pacífico, provocando a morte de pelo menos 83 pessoas.
A Venezuela acusa os EUA de usar o combate ao narcotráfico como justificativa “para impor uma mudança de regime” em Caracas e se apropriar de suas reservas de petróleo.
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