As principais companhias aéreas do Oriente Médio enfrentam impactos significativos em suas operações nesta quarta-feira, 18, diante do cenário de ataques recentes dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. O volume de voos permanece bem abaixo do registrado antes do início do conflito, afetando passageiros e rotas internacionais.
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Dados do Flightradar24 revelam que Air Arabia, Emirates Airlines, Etihad Airways, FlyDubai e Qatar Airways realizaram apenas 853 voos na terça-feira 17, ante os 2 mil voos somados em 24 de fevereiro, demonstrando a dimensão da redução. As restrições e as suspensões atingem tanto voos regionais quanto conexões globais.
Situação das principais companhias aéreas do Oriente Médio
Entre as empresas afetadas, a Ethiopian Airlines mantém suspensas as rotas para cidades como Amã, Beirute, Bahrein, Tel-Aviv e outras, sem previsão para retomada. A Royal Air Maroc cancelou voos para Dubai e Doha até 31 de março. A Turkish Airlines permite remarcação ou reembolso para bilhetes emitidos até 28 de fevereiro, em voos até 30 de abril, com prazo para solicitação até 10 de junho.
A Etihad Airways mantém voos que partem de Abu Dhabi para destinos na Ásia, na Oceania, na Europa e na América do Norte até quinta-feira 19 e possibilita reagendamento ou reembolso para passagens adquiridas antes de 28 de fevereiro e com datas até 31 de março, mediante solicitação até 15 de maio.
Emirates Airlines e FlyDubai operam em capacidade reduzida e permitem que clientes alterem itinerários ou peçam reembolso, com orientações para que consultem o status dos voos antes de se deslocar aos aeroportos. A Qatar Airways mantém operações suspensas, mas obteve autorização para algumas rotas limitadas até 28 de março.
A Air Arabia retomou apenas voos restritos para países da Ásia, da África e da Europa desde 6 de março, com previsão até 22 de março. Já a Air India anunciou 36 voos extras entre 19 e 28 de março que ligam o Oriente Médio a Londres, Frankfurt, Zurique e Toronto, e opera cerca de 50 rotas diárias que envolvem Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita.
Impacto nas companhias aéreas europeias e asiáticas
No grupo europeu, a Lufthansa suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi, Amã, Erbil e Beirute até 28 de março; para Tel-Aviv, até 2 de abril; Riad, até 5 de abril; e Teerã, até 30 de abril. Air France cancelou voos até sábado 21 para Riad, Dubai, Tel-Aviv e Beirute. Wizz Air só permite reservas para Tel-Aviv, Jeddah e Medina a partir de abril e não vende passagens para Doha nem Dubai.
A KLM suspendeu voos para Damã, Riad e Dubai até 28 de março e para Tel-Aviv até 11 de abril. Oman Air agendou voos extras para cidades europeias e asiáticas até domingo 22, enquanto rotas para diversos destinos da região seguem canceladas até 31 de março. Japan Airlines suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 1º de abril.
Iberia cancelou voos para Tel-Aviv até 31 de maio e para Doha em algumas datas, oferecendo remarcações e reembolsos. Air Europa suspendeu operações de e para Israel até 10 de abril. Malaysia Airlines retomou rotas para Jeddah e Medina, mas voos para Doha permanecem suspensos até 20 de março.
Consequências para companhias dos Estados Unidos e contexto geopolítico
A British Airways está impossibilitada de operar para vários destinos no Oriente Médio, incluindo Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel-Aviv, além de suspender voos de Muscat por baixa demanda. A empresa mantém voos para Cingapura e Tailândia nesta semana para auxiliar passageiros da região.
Nos Estados Unidos, American Airlines e United Airlines permitem alterações sem taxa e reembolsos para voos afetados, com datas-limite para remarcação e embarque entre abril e maio. A Delta Airlines cancelou voos entre Nova York e Tel-Aviv até 31 de março e no sentido inverso até 1º de abril, informando que a rota entre Israel e Atlanta será retomada em agosto.
O aumento das restrições aéreas ocorre depois de semanas de tensão entre os Estados Unidos e o Irã. Em 19 de fevereiro, Donald Trump declarou que, em até dez dias, decidiria se avançaria com uma ofensiva militar contra o Irã. Posteriormente, o ex-presidente afirmou que, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, uma guerra com o Irã resultaria em “vitória fácil” para os norte-americanos.






































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