Depois de mais de dois anos em poder do grupo terrorista Hamas, 20 reféns capturados durante os ataques de 7 de outubro de 2023 foram libertos nesta segunda-feira, 13. A devolução ocorreu em duas etapas: sete pessoas foram entregues logo cedo e, depois, outras 13 foram transferidas em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, conforme informou a emissora estatal de Israel.
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Entre os nomes está Bar Kuperstein, de 23 anos, morador de Holon. Ele era enfermeiro do Exército israelense e tentou socorrer feridos no festival Nova antes de ser levado. Seu pai, Tal, vítima de um grave acidente, comunicou à agência AFP que queria surpreender o filho ao recebê-lo.
Os pais de outra vítima, Evyatar David, de 24 anos, só descobriram sobre o sequestro quando uma foto chegou via aplicativo Telegram. Ele foi visto pela última vez debilitado em vídeo divulgado pelo Hamas em agosto.
Histórias de sobreviventes do festival Nova, em Israel

Yosef Haim Ohana, de 25 anos, que trabalhava como barman no festival Nova, também foi liberto. Ele ajudou feridos antes de tentar fugir, mas acabou capturado. Em maio, apareceu em vídeo ao lado de Elkana Bohbot, de 36 anos, produtor do evento, que também está nesse grupo.
Bohbot, casado com uma israelense-colombiana, ganhou cidadania colombiana em novembro de 2023. Sua mulher confirmou ter recebido uma “prova de vida” dele por meio de outro refém.
O padeiro Segev Kalfon, de 27 anos, de Arad, foi surpreendido enquanto se escondia perto da fronteira com Gaza. Avinatan Or, de 32 anos, da Cisjordânia, também foi solto. Ele é o segundo de sete irmãos e planejava viver em Beersheva, no sul de Israel. Sua companheira, Noa Argamani, já havia sido resgatada em junho de 2024.
Maxim Herkin, de 37 anos, pai de uma menina e cidadão russo-israelense, foi visto em vídeo com ferimentos tratados por ataduras.
Leia mais: “7 de outubro: uma guerra pela alma do Ocidente”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 291 da Revista Oeste
No grupo de militares, Nimrod Cohen, de 21 anos, servia perto do kibutz Nahal Oz quando seu tanque teve problemas mecânicos. Ele foi retirado do veículo por militantes armados. O cubo mágico que nunca largava foi devolvido à família.
A mãe de Matan Zangauker, de 25 anos, capturado em Nir Oz, ameaçou processar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se o filho não fosse liberto vivo. Zangauker trabalhava numa fazenda de cânabis medicinal.
Eitan Horn, de 39 anos, foi sequestrado na casa do irmão em Nir Oz. Ambos permaneceram juntos até fevereiro, quando Yair, que tem diabetes, foi liberto. Os irmãos Horn emigraram da Argentina.

Entre os militares, Matan Angrest, de 22 anos, foi capturado em seu tanque ao tentar conter uma incursão próxima à base de Nahal Oz. Imagens do momento do sequestro foram divulgadas pela família em abril de 2025.
Retratos pessoais e dramas familiares
Eitan Mor, de 25 anos, era o mais velho de oito filhos e atuava como segurança no festival Nova. Seu pai, Tzvika Mor, lidera um grupo que cobra ações mais duras do governo israelense contra o Hamas. Mor sonhava em abrir restaurante próprio. Ele se distanciou da religião, mas mantinha contato com a família.
Os gêmeos Gali e Ziv Berman, de 28 anos, que possuem também nacionalidade alemã, foram levados do kibutz Kfar Aza, destruído por terroristas do Hamas. Eles trabalhavam juntos no ramo da música.
Rom Braslavski, de 21 anos, de Jerusalém, atuava na segurança do festival. Ferido nas mãos, ele foi visto em vídeo divulgado em agosto pela Jihad Islâmica.
Leia também: “Lembranças do mal”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 291 da Revista Oeste
Omri Miran, de 48 anos, é terapeuta e viveu o sequestro ao lado da mulher e das filhas pequenas, libertas em seguida. Seu pai, Dani, deixou a barba crescer em solidariedade ao filho. Miran apareceu em vídeos divulgados pelo Hamas em abril de 2024 e 2025, sempre em situação difícil.
O pianista Alon Ohel, de 24 anos, foi capturado no festival Nova quando estava em um abrigo na estrada 232. Ele possui cidadanias sérvia e alemã. A família só teve confirmação de sua sobrevivência em fevereiro de 2025.
Guy Gilboa Dalal, de 24 anos, técnico de computação, participava de sua primeira festa eletrônica quando foi sequestrado. Ele e o amigo Evyatar David foram vistos amarrados em um túnel de Gaza. Testemunhos relatam que Dalal sofreu abusos no cativeiro. Ele também apareceu em vídeos do Hamas, inclusive ao lado de Alon Ohel.

Os irmãos David e Ariel Cunio, 35 e 28 anos respectivamente, foram encontrados no kibutz Nir Oz ao lado da família depois de terem a casa incendiada para forçá-los a sair. Eles são israelenses com cidadania argentina.
Parte da família já havia sido liberta em novembro de 2023 e em janeiro de 2025. O cineasta Tom Shoval homenageou David Cunio no filme Carta a David, exibido em fevereiro e premiado com o Ofir em setembro como melhor documentário.






































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