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Conflito na Ucrânia deve se prolongar com aumento de produção de armas pela Rússia

Governo Putin vai ainda reformar equipamentos da era soviética

Ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu (no centro da imagem), avalia complexo militar-industrial na região de Omsk, Rússia, na sexta-feira 19 | Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa Russo/EFE
Ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu (no centro da imagem), avalia complexo militar-industrial na região de Omsk, Rússia, na sexta-feira 19 | Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa Russo/EFE

O governo da Rússia elevou a produção de armas para superar a Ucrânia. De acordo com analistas, a escala de armamento provavelmente pode sustentar a ofensiva russa na Ucrânia por pelo menos mais dois anos.

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O Kremlin possui uma vantagem em relação ao número de soldados e à capacidade de armá-los com armas antigas, porém, confiáveis. A Rússia ordenou que as fábricas existentes incrementassem a atividade para produzir ou renovar equipamentos de guerra antigos, comprando componentes do Irã, da China e da Coreia do Norte.

“A Rússia não aumentou a produção de seu equipamento moderno de combate”, afirmou o economista russo Nikolai Kulbaka ao jornal Washington Post. “Mas elevou muito a fabricação de armamentos mais simples, como fuzis e projéteis; equipamentos em massa para a massa de soldados.”

Em contrapartida, a ajuda militar do Ocidente para Kiev, capital da Ucrânia, diminuiu nos últimos meses, incluindo a dos Estados Unidos. Por sua vez, a Rússia rearmou suas forças ao reformar equipamentos antigos, muitos da era soviética.

Leia mais: “Otan reage a ataques da Rússia e envia equipamentos de defesa antiaérea à Ucrânia”

As peças de reposição foram fabricadas na China, na Coreia do Norte e no Irã. No entanto, o equipamento, segundo especialistas, é de baixa qualidade.

Rússia aposta em equipamento da era soviética contra a Ucrânia

O equipamento soviético inclui mísseis e bombas aéreas guiadas, como os tanques T-14 Armata. Teoricamente, poderiam entrar em confronto com os Abrams americanos e os Leopards alemães que o Ocidente forneceu para a Ucrânia.

No fim do ano passado, o presidente russo, Vladimir Putin, aprovou um aumento-recorde no gasto militar em 2024, planejando destinar às Forças Armadas cerca de US$ 115 bilhões, quase um terço do orçamento total do país e o dobro do que foi alocado para os militares em 2021, ano anterior à invasão à Ucrânia.

Leia mais: “Vídeo: Ucrânia derruba bombardeiro supersônico da Rússia”

Autoridades russas como o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, divulgaram números-recorde. De acordo com os agentes, o complexo industrial-militar quadruplicou a fabricação de veículos blindados, quintuplicou o fornecimento de tanques e elevou em quase 17 vezes a produção de drones e projéteis de artilharia.

Ministro da defesa russa examina equipamentos militares e verifica cumprimento de ordem para o desenvolvimento de armas avançadas nos arredores de Moscou | Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa Russo/EFE
Ministro da defesa russa examina equipamentos militares e verifica cumprimento de ordem para o desenvolvimento de armas avançadas nos arredores de Moscou | Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa Russo/EFE

Os últimos cascos novos de tanques T-80 foram fabricados décadas atrás. A Rússia, em vez de produzir cascos novos, substituiu os equipamentos que eles continham e recuperou tanques fabricados mais de 50 anos atrás.

Para aumentar o fornecimento, a Rússia fechou um acordo com o Irã para construir uma fábrica no Tartaristão, cerca de 800 quilômetros a leste de Moscou.

Além disso, pressionou por um grande aumento na produção doméstica dos drones-kamikaze Lancet, fabricados por uma subsidiária da gigante da indústria armamentista russa Kalashnikov Concern.

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