Congelamento de preços termina na Argentina

Resultados esperados não se concretizaram
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández
O presidente da Argentina, Alberto Fernández | Foto: Reprodução/Flickr

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, decidiu pôr fim ao congelamento de preços no país nesta terça-feira, 14. Assinada em 20 de outubro, a medida abrangia mais de mil alimentos da cesta básica.

Conforme o governo, o preço dos produtos teria de ser mantido até 7 de janeiro de 2022. No entanto, o congelamento de preços não controlou a alta inflação no país, como era esperado pelo Poder Executivo ao anunciar a medida.

Em outubro, o aumento dos preços na Argentina subiu 3,5% em relação ao mês anterior. Analistas esperam que o índice volte a ficar acima de 3% em novembro, apesar do decreto que supostamente ajudaria a economia.

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Agora, para segurar os preços, a Secretaria de Comércio do Ministério da Economia da Argentina vai relançar o programa “Precios Cuidados”, da era Kirchner — o governo negocia com supermercados e produtores.

Na nova versão do programa, o Ministério da Economia pretende fazer com que cerca de 1,3 mil produtos básicos tenham seus preços regulados e controlados por consenso, não por imposição, como é o caso da medida de outubro.

O novo “Precios Cuidados” entrará em vigor no dia 8 de janeiro e deve ficar ativo no decorrer de 2022.

Leia também: “Argentina: o eterno flerte com o suicídio”, reportagem publicada na Edição 68 da Revista Oeste

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3 comentários Ver comentários

  1. Não estamos muito longe de um imbecil desses que ainda acha que congelamento de preços ou outras medidas polêmicas vão controlar a inflação. Eu digo isso porque o nosso candidato Sergio Moro disse que a inflação poderia ser controlada com um amplo diálogo ou acordo político que é o que está a faltar ao atual governo. Então é isso, a cada dia que passa tenho mais certeza que estamos num hospício. Gostaria de saber qual é o economista que está assessorando esse candidato.

  2. Os semi deuses, Alexandre Adolf de Moraes e Luís Roberto Bonaparte Barroso, dão 24 horas para Bolsonaro explicar porque a Argentina cancelou o congelamento de preços.

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