Congresso do Peru aprova processo de impeachment contra Castillo

Presidente do país é acusado de tráfico de influência
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Pedro Castillo poderá deixar o comando do Peru
Pedro Castillo poderá deixar o comando do Peru | Foto: Reprodução/Twitter

O Congresso do Peru aprovou nesta segunda-feira, 14, por 76 votos a 41, a abertura de um processo de impeachment contra o presidente do país, Pedro Castillo. Os parlamentares de oposição lideraram a votação. Agora, o chefe do Executivo terá de apresentar sua defesa em 28 de março.

Esse processo é similar ao que resultou na destituição de Pedro Pablo Kuczynski, em 2018, e Martín Vizcarra, em 2020.

Razões

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Castillo responde a acusações de conspiração e tráfico de influência em casos relacionados a contratos do governo para a realização de obras públicas. Cinco ex-presidentes foram investigados por corrupção nos últimos anos.

Em janeiro, o procurador-geral do Peru, Daniel Soria, anunciou a abertura de um inquérito para apurar as irregularidades na administração do presidente. As infrações teriam sido verificadas nas reuniões entre Castillo e as empresas que competem por concessões para construir uma ponte na região amazônica.

Castillo tomou posse em julho do ano passado, depois de um processo eleitoral que contou com mais de um mês de apuração dos resultados das urnas. Ele ficou à frente da candidata Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori.

Embora tenha vencido o pleito, Castillo teve dificuldades para governar. Isso porque o Congresso passou a ser liderado pela oposição. A votação elegeu, com 69 votos, um grupo liderado pela parlamentar María del Carmen Alva. A política recebeu apoio do partido Força Popular, chefiado por Fujimori.

Eleição

Castillo foi empossado em 28 de julho de 2020, já em clima de crise. Militares aposentados lançaram carta aberta para que o alto-comando das Forças Armadas não reconhecesse o novo governo do partido Peru Libre, que se declara abertamente marxista-leninista.

Leia também: “O Peru no caminho tenebroso”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 72 da Revista Oeste

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10 comentários Ver comentários

  1. América Latrina sendo o de sempre, novidade alguma, vivemos sempre nessa, governos de esquerda péssimos e nuances de direita, mas logo voltam os esquerdas e nunca se sai do lugar!!!

  2. A esquerda nem bem chegou já implanta seus esquemas de corrupção. E aqui tem eleitores que pensam que é torcida de futebol. Não foi suficiente o assalto na Petrobras, BNDES, CEF, etc. Lembram dos 51 milhões em dinheiro vivo do amigo Baiano do Lula.
    .

  3. Se o negócio for ponte na Amazônia, então é com o Tarcísio. Mas agora ele está ocupado, concorrendo ao governo de São Paulo. Se virem peruanos, a Odebrecht agora não está na parada.

      1. Pois é, Backes. Isso se chama figura de linguagem, uma maneira de enaltecer o trabalho do ministro, mesmo sabendo que ele não precisa disso. Mas acho que já está explicado. Nada a ver com o Perú.

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