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Congresso do Peru destitui presidente e declara cargo vago

José Jerí estava no poder havia pouco mais de 4 meses e era alvo de investigações por tráfico de influência

A destituição de José Jerí ocorreu em meio a protestos em frente ao Congresso - 12/2/2026 | Foto: Agência de Notícias da América Latina/Reuters
A destituição de José Jerí ocorreu em meio a protestos em frente ao Congresso - 12/2/2026 | Foto: Agência de Notícias da América Latina/Reuters

O Congresso do Peru aprovou, nesta terça-feira, 17, a destituição do presidente interino José Jerí. A moção foi aprovada por 75 votos a favor, 24 contra e três abstenções, depois de um julgamento político que apontou má conduta funcional e falta de idoneidade para o exercício do cargo.

Com a decisão, o posto foi declarado vago. Um novo presidente será escolhido pelos parlamentares nesta quarta-feira, 18, às 16h (horário de Brasília). O eleito deve permanecer no cargo até 28 de julho, período que antecede a posse do próximo governo escolhido nas urnas. As eleições gerais estão marcadas para 12 de abril.

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Jerí estava no poder havia pouco mais de quatro meses. Ele assumiu em 10 de outubro, depois que Dina Boluarte foi afastada sob acusação de incapacidade moral. Desde 2016, o Peru já teve oito presidentes.

O agora ex-presidente era alvo de duas investigações por suposto tráfico de influência. As apurações tiveram início depois da revelação de um encontro reservado com um empresário e avançaram com suspeitas de interferência em processos de contratação no governo. Jerí nega irregularidades e sustenta que tinha condições de permanecer no cargo até a realização das eleições.

A votação ocorreu em meio a protestos em frente ao Congresso, onde manifestantes pediam a saída do presidente. No campo político, o candidato Rafael López Aliaga pressionava publicamente pela renúncia. Já o embaixador dos Estados Unidos em Lima, Bernie Navarro, defendeu estabilidade institucional e afirmou que a troca frequente de presidentes não é comum em democracias consolidadas.

Peru enfrenta instabilidade

A destituição acontece em plena campanha eleitoral, que já reúne mais de 30 candidatos. Para aprovar a destituição, o Congresso precisava de maioria simples entre os 115 parlamentares habilitados a votar.

O Peru atravessa um período de instabilidade política prolongada. Desde a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski, em 2018, sucessivas trocas no comando do Executivo ocorreram depois de denúncias de corrupção, conflitos entre Legislativo e Presidência e tentativas de dissolução do Congresso.

Com a nova decisão, o país volta a ter um governo interino às vésperas de mais uma eleição presidencial.

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1 comentário
  1. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Meu! Por esses mesmos motivos acrescidos de outros infindáveis são atribuídos a lulis, só que aqui o congresso é corrompido comprado com dinheiro roubado e não toma iniciativa. Força Peru.

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