O juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, conduz nesta segunda-feira, 5, a audiência de Nicolás Maduro e Cilia Flores no Tribunal Distrital Federal de Nova York. O governo americano acusa o casal de conspirar com narcoterrorismo e de possuir metralhadoras, explosivos e outros armamentos para usar contra os Estados Unidos.
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O Departamento de Justiça dos EUA divulgou, no sábado 3, novas acusações contra Maduro, inseridas em um processo criminal que o governo federal mantém há 15 anos. Segundo a promotoria, ele e seus aliados teriam transformado instituições venezuelanas em um foco de corrupção sustentada pelo narcotráfico para benefício próprio.
Maduro é mais um dos casos icônicos do juiz
Hellerstein foi indicado por Bill Clinton em 1998 e é um juiz sênior no Distrito Sul de Nova York desde 2011. Ele presidiu casos ligados aos ataques de 11 de setembro de 2001 e outros envolvendo terrorismo e segurança nacional.
Em 2024, Hellerstein condenou o ex-general venezuelano Cliver Antonio Alcalá Cordones a 21 anos e seis meses de prisão por integrar e comandar o Cartel de Los Soles, facção narcoterrorista liderada por Maduro. No ano passado, Hugo Carvajal Barrios, ex-chefe da inteligência venezuelana, também se declarou culpado de crimes relacionados ao narco terrorismo perante o magistrado.
Segundo Elie Honig, ex-promotor federal e analista jurídico da CNN, os advogados de Maduro provavelmente alegarão que atos cometidos enquanto ele era chefe de Estado não podem gerar processo contra ele. Honig alerta que o caso é sem precedentes recentes, tornando seu desfecho difícil de prever.
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