Covid-19: Variante Lambda, do Peru, apresenta mutações ‘incomuns’ e preocupa cientistas

Nova cepa se espalhou para 27 países, incluindo o Brasil
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Ilustração | Foto: Kaust/Ivan Viola/Divulgação
Ilustração | Foto: Kaust/Ivan Viola/Divulgação

A Lambda, uma nova variante do coronavírus, tem preocupado cientistas por causa de seu conjunto “incomum” de mutações. A cepa foi detectada pela primeira vez no Peru no ano passado. Desde então, espalhou-se para 27 países, incluindo o Brasil.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Lambda foi responsável por 82% dos novos casos de covid-19 em maio e junho no Peru — país com a maior taxa mundial de mortalidade pela doença. No vizinho Chile, essa variante já é responsável por quase um terço dos novos casos. Os cientistas, no entanto, ainda não sabem dizer se as mutações tornam a Lambda mais transmissível. As informações são do jornal Financial Times. 

Nova variante de interesse

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No mês passado, a OMS considerou a Lambda como a sétima “variante de interesse” até agora. O organismo de saúde global acredita que tais cepas são menos perigosas do que as quatro principais variantes — Alfa, Beta, Gama e Delta —, detectadas originalmente no Reino Unido, África do Sul, Brasil e Índia, respectivamente.

No Brasil, onde a variante Gama tem causado mais infecções até agora, uma equipe de pesquisadores de um hospital na cidade de Porto Alegre (RS) confirmou o caso de um paciente infectado com a Lambda.

Os números da covid-19 no Brasil e no mundo

A preocupação com a variante originária do Peru se deve ao fato de que a Lambda apresenta um padrão único de sete mutações na proteína spike, usada pelo vírus para infectar células humanas. Os pesquisadores estão intrigados com uma mutação chamada L452Q, semelhante à mutação L452R, que os cientistas acreditam contribuir para a alta infecciosidade da variante Delta.

Efeitos da Lambda em vacinados no Chile

Pesquisadores da Universidade do Chile estudaram o efeito da variante Lambda na infecciosidade viral usando amostras de sangue de profissionais de saúde locais que receberam duas doses da vacina chinesa CoronaVac.

Leia também: “Precisamos falar sobre a CoronaVac”, reportagem de capa da Edição 67 da Revista Oeste

Os resultados, publicados em um artigo preprint (prévia de publicação ainda não revisada por pares) na última quinta-feira, 1º, sugerem que a Lambda é mais infecciosa do que a Gama e a Alfa e capaz de escapar dos anticorpos produzidos pela vacinação. “Nossos dados mostram pela primeira vez que as mutações presentes na proteína spike da variante Lambda conferem escape aos anticorpos neutralizantes e aumentam a infectividade”, informaram os cientistas.

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