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Crateras da Lua são bem mais antigas do que era estimado

Descoberta pode estabelecer uma linha do tempo para a superfície do astro

A descoberta não muda a idade da Lua, apenas a estima da superfície | Foto: Reprodução/Unsplash

Estudiosos da Noruega e da França descobriram que as crateras da Lua são 200 milhões de anos mais antigas do que o previsto inicialmente. Para chegar à revelação, os pesquisadores coordenaram e recalibraram dois sistemas conflitantes de datação da superfície do astro.

Com esse novo dado, os cientistas podem estabelecer uma linha do tempo da evolução da superfície lunar. A Lua é geologicamente bem inativa, assim, as crateras causadas por asteroides ou cometas ao longo do tempo não sofreram erosão. A Terra já passou por algo semelhante, mas os movimentos da superfície dela “escondem” esses impactos.

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O estudo foi publicado na revista The Planetary Science Journal, em 2022, mas apresentado recentemente na Conferência Goldschmidt de Geoquímica, em Lyon, na França.

Leia também: “Descoberto elemento essencial para a vida em lua de Saturno”

“A observação dos sinais desses impactos na Lua mostra como a Terra seria sem a agitação das placas tectônicas que ocorreu por aqui”, disse a coautora do estudo, Stephanie Werner, do Centro de Habitabilidade Planetária da Universidade de Oslo, durante a apresentação. “O que fizemos foi mostrar que grandes porções da crosta lunar tem mais de 200 milhões de anos do que se pensava.”

Comparação entre as crateras da Lua resultou na descoberta

A “contagem de crateras”, modelo-padrão de datação da superfície lunar, obteve resultados diferentes da de rochas analisadas nas missões Apollo, principalmente nas regiões mais leves do astro, como as Highlands.

“Decidimos que tínhamos que reconciliar essas diferenças, e isso significou correlacionar amostras Apollo individualmente datadas com o número de crateras no local de amostra da área”, explicou Stephanie. A cientista informou que esse movimento é como se o relógio da cratera “resetasse”.

Leia também: “Estudo sugere que Lua abriga vida microbiana levada da Terra”

Os pesquisadores também correlacionaram as amostras da Apollo com dados de espectroscopia de várias missões à Lua, especialmente da indiana Chandrayaan-1, para garantir que elas pertenciam à superfície da Lua. “Descobrimos que, ao fazer isso, poderíamos determinar a discrepância e empurrar para trás a idade da Lua em 200 milhões de anos”, disse a cientista.

A pesquisadora ressaltou que isso não muda a idade da Lua em si, só estima a da superfície.

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