publicidade
Mundo

Crise em Havana faz cubanos olhar para mudança na Venezuela

O valor do litro da gasolina na ilha chegou a US$ 9, cerca de sete vezes mais caro que no Brasil

Encher o tanque de um carro popular demanda quase US$ 500, equivalente a mais de três anos de salário de um médico em Cuba | Foto: Reprodução/Flickr
Encher o tanque de um carro popular demanda quase US$ 500, equivalente a mais de três anos de salário de um médico em Cuba | Foto: Reprodução/Flickr

A vida cotidiana em Havana enfrenta um agravamento sem precedentes na crise de combustíveis. A situação tem levado os moradores a repensar rotinas e veem a queda de Nicolás Maduro, ex-ditador da Venezuela, com esperança. O valor do litro da gasolina chegou a US$ 9, cerca de sete vezes mais caro que no Brasil. Encher o tanque de um carro popular demanda quase US$ 500, equivalente a mais de três anos de salário de um médico em Cuba.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

Com a escassez, as ruas da capital cubana tornaram-se cenário para multidões de pedestres. A crise de abastecimento se intensificou desde janeiro, quando o governo norte-americano proibiu a entrada de petróleo na ilha.

Inflação e desabastecimento em Cuba

A desvalorização da moeda e a inflação de alimentos agravaram o cenário. A situação tornou produtos básicos inacessíveis para quem não recebe remessas do exterior ou ganha em dólar com o turismo. Bodegas e minimercados oficiais, que vendem com preços subsidiados e racionamento, quase sempre apresentam prateleiras vazias, com poucos itens como arroz, detergente e, raramente, carne enlatada. Apenas cigarros simples ainda são facilmente encontrados.

Na semana passada, o ditador Miguel Díaz-Canel orientou os cubanos a adaptarem a alimentação à nova realidade: “Temos de aceitar que os alimentos não vão circular, por isso precisamos comer o que é produzido localmente, é preciso resistir”, afirmou. O apelo, contudo, encontra resistência entre a população, que relata esgotamento diante da crise prolongada.

Leia mais: “A ‘democracia’ dos autoritários”, reportagem publicada na Edição 280 da Revista Oeste

A escassez de alimentos, remédios e dinheiro não é novidade na ilha. A atual conjuntura, agravada pelo fim do fluxo intenso de turistas depois da pandemia, acelerou as perdas econômicas. Dados do Ministério da Agricultura cubano apontam quedas expressivas de 2018 a 2023.

Leia também:

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.