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Depois de enchente na Espanha, Catalunha enfrenta chuvas intensas

Comunidade autônoma fica no território espanhol; país registrou a maior chuva desde 1957

Carro fica isolado em rua inundada em Castelldefels, Barcelona, quando chuvas torrenciais atingiram a Catalunha | Foto: Reprodução/Redes sociais
Carro fica isolado em rua inundada em Castelldefels, Barcelona, quando chuvas torrenciais atingiram a Catalunha | Foto: Reprodução/Redes sociais

Depois da tempestade histórica em Valência, Espanha, que causou 217 mortes na semana passada, a Catalunha enfrenta agora intensas chuvas nesta segunda-feira, 4. A comunidade autônoma fica no território espanhol.

Os níveis recordes de precipitação bloquearam estradas e interromperam os transportes ferroviário e aéreo. O Aeroporto de El Prat, em Barcelona, ficou isolado, e voos foram cancelados.

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Segundo o Aemet, serviço meteorológico espanhol, a região de El Prat registrou 150 mm de chuva em quatro horas, com 110 mm em Tarragona e 59 mm em Sitges. Esses volumes representam um quarto do esperado para o ano na região, sendo a maior chuva desde 1957.

Especialistas afirmam que o aquecimento do Mediterrâneo causou uma depressão isolada em níveis altos. Esse fenômeno, típico do outono europeu, trouxe uma tempestade sem precedentes, com granizo, trovoadas e ventos fortes.

Em decorrência das chuvas, parlamentares discutem declaração de emergência nacional na Espanha

Enchente na Espanha
Enchente ocorreu na Espanha depois de fortes chuvas no país | Foto: Reprodução/Twitter/X

Em Valência, depois da visita do rei Felipe 6º, da rainha Letizia e do primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a Paiporta, marcada por lama e protestos, parlamentares debatem em Madri a declaração de emergência nacional. Até o Partido Popular, que governa a comunidade valenciana, apoia a medida.

O decreto transferiria a gestão da crise de Carlos Manzón para autoridades federais, em meio a críticas crescentes sobre a resposta do governo. O jornal El País aponta a ultradireita como responsável pela recepção hostil em Paiporta, onde mais de 70 pessoas morreram. Um ministro do governo admitiu erro ao não prever o humor local e a necessidade de segurança reforçada.

O desastre deixou 217 mortos. A inspeção de 50 carros em um estacionamento subterrâneo de Aldaia não encontrou corpos, o que gerou alívio. Contudo, muitos continuam desaparecidos, sem estimativa oficial.

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