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Donald Trump corta verba de rádios e TVs públicas nos EUA

Medida afeta NPR, PBS e outras redes financiadas pelo governo e amplia embate com imprensa e instituições acadêmicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Antes da tarifa, cogitava-se aplicar sanções econômicas e diplomáticas diretamente a Moraes | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta quinta-feira, 1º de maio, que determina o fim do financiamento federal direto à National Public Radio (NPR) e à Public Broadcasting Service (PBS)

O documento instrui a Corporação de Radiodifusão Pública (CPB) a interromper repasses às emissoras, acusadas pelo republicano de atuarem com viés político.

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A ordem executiva determina que o conselho da CPB suspenda todos os repasses na medida “máxima permitida por lei” e se recuse a fornecer novos recursos. Segundo o governo, os veículos têm posição partidária e tendenciosa e, por isso, não devem mais contar com dinheiro público.

A decisão faz parte de uma série de ações da Casa Branca voltadas a cortar gastos e minar instituições vistas como opositoras. Desde o início do novo mandato, Trump tem acusado veículos de comunicação e universidades de propagarem agendas ideológicas.

O presidente, por exemplo, rotulou Harvard e Columbia como centros de doutrinação marxista.

Além das críticas à mídia, o governo também tentou fechar outras redes internacionais mantidas com recursos públicos, como a Voz da América e a Rádio Ásia Livre. Em abril, um juiz federal suspendeu essas ações, afirmando que o Executivo extrapolava suas competências.

ONG critica Trump e cita suposto risco à liberdade de imprensa

Em contrapartida, a ONG Repórteres Sem Fronteiras emitiu um alerta sobre o que classificou como uma “deterioração alarmante da liberdade de imprensa” nos EUA.

O decreto de Trump, segundo defensores dos direitos humanos, amplia o cerco contra vozes críticas e fortalece o uso político do Orçamento Público.

Ao mesmo tempo, o governo também tenta ampliar o corte de verbas com um pedido formal ao Congresso para cancelar US$ 1,1 bilhão em recursos da CPB — o equivalente a dois anos de financiamento. A corporação, criada em 1967, apoia mais de 1,5 mil rádios e TVs públicas espalhadas pelo país.

Como resultado, depois da assinatura do decreto, a CPB entrou com um processo contra a Casa Branca. A ação judicial questiona a tentativa de Trump de destituir três dos cinco membros do conselho da corporação, o que foi interpretado como retaliação política.

+ Leia também: “Trump amplia agenda cristã na Casa Branca com o apoio de conservadores”

Com mais de 900 funcionários, a NPR opera uma extensa rede de rádios locais. A PBS, que também mantém centenas de emissoras, empregava mais de 550 pessoas até o fim de 2022.

Ambas argumentam que os cortes podem comprometer a oferta de informações confiáveis, sobretudo em momentos de crise nacional.

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2 comentários
  1. A-DDS
    A-DDS

    Foi pra isso, entre outras coisas, que ele foi eleito. Acabou a mamata.

  2. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Tem mais pontos positivos do que negativos. Essa imprensa pendurada em verbas de governo enterra a independência e o livre-pensar.

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