Durante uma coletiva realizada na França nesta quarta-feira, 17, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que, caso o Irã tivesse obtido uma arma nuclear, teria empregado o armamento imediatamente e ameaçado destruir todo o Oriente Médio, incluindo Israel.
“Eles iriam eliminar todo o Oriente Médio, incluindo Israel, e, se tivessem uma arma nuclear, teriam usado em questão de momentos depois de obtê-la”, destacou o presidente norte-americano, ao justificar as ações militares conjuntas com Israel contra Teerã.
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O chefe do Executivo dos EUA defendeu a ideia de que o risco representado pelo Irã motivou a ofensiva militar. Trump ainda destacou o recente acordo de paz firmado na última segunda-feira, 15, com o governo iraniano, o qual classificou como “o começo de um tratado muito maior”. O documento prevê que o Irã se compromete a não buscar, comprar nem fabricar armas nucleares.
O republicano acrescentou que as autoridades iranianas “têm agido de forma apropriada nas últimas semanas” e advertiu que, caso não concorde com o andamento das negociações, poderá autorizar novos bombardeios contra o país do Oriente Médio.
O presidente dos EUA também voltou a criticar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pelo uso considerado excessivo da força no Líbano. Ao falar sobre o líder israelense, Trump mencionou que o premiê ataca prédios inteiros ao menor sinal de presença do grupo terrorista Hezbollah.
“A única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica”, disse o chefe da Casa Branca. “Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido.”
Pontos do acordo e próximos passos

O acordo entre Teerã e Washington prevê, segundo a imprensa internacional, garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares. Também discorre sobre compensação financeira ao país. O texto, assinado virtualmente no fim de semana, será ratificado presencialmente na sexta-feira 19 em Genebra, na Suíça.
Entre os 14 pontos citados, destacam-se:
- declaração de fim imediato da guerra com participação dos aliados;
- reabertura do Estreito de Ormuz;
- acesso do Irã a um fundo de US$ 300 bilhões caso cumpra o compromisso nuclear — valor negado por Trump nesta quarta-feira, 17;
- suspensão de sanções;
- liberação de ativos iranianos; e
- autorização para exportação de petróleo.
Leia também: “Qual o futuro de Gaza?”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 326 da Revista Oeste
O documento também prevê a criação, por EUA e aliados, de um plano para recuperação econômica do Irã em até 60 dias. Ainda, o restabelecimento do tráfego marítimo entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã em até 30 dias. E aprovação final do acordo pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas depois de dois meses.






































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