Autoridades dos EUA detectaram drones não identificados sobre uma base do Exército em Washington onde residem o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo relatos de fontes com conhecimento do caso ao jornal norte-americano The Washington Post. A origem dos equipamentos não foi identificada.
O monitoramento de ameaças aumentou em meio ao conflito dos EUA e Israel contra o Irã. Em ao menos uma noite nos últimos dez dias, múltiplos drones foram avistados sobre o Forte Lesley J. McNair, o que levou ao reforço das medidas de segurança, e a Casa Branca promoveu uma reunião para discutir possíveis respostas.
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O Forte McNair abriga a Universidade Nacional de Defesa e oficiais de alta patente do Pentágono. Tradicionalmente, não era utilizado como residência de autoridades políticas, mas integrantes do governo Donald Trump, como a então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, passaram a ocupar bases na região por razões de segurança.

Localizado próximo ao Capitólio e à Casa Branca, o McNair não dispõe do mesmo perímetro de proteção de outras instalações militares na capital.
Diante dos sobrevoos dos drones, autoridades chegaram a avaliar a possibilidade de transferir Rubio e Hegseth da base, segundo o Washington Post. A medida, no entanto, não aconteceu. As residências dos secretários no local já haviam sido divulgadas por veículos de imprensa em outubro.
Procurado pelo jornal, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, não comentou o caso. “O departamento não pode tratar dos deslocamentos do secretário por razões de segurança, e a divulgação dessas informações é extremamente irresponsável”, afirmou. O Departamento de Estado não respondeu.

Bases militares dos EUA aumentam níveis de segurança
Também nesta semana, a Base Aérea de MacDill, sede do Comando Central dos EUA, foi colocada em regime de restrição duas vezes. O Escritório de Investigação Federal (FBI) investiga um pacote suspeito que levou ao fechamento do centro de visitantes na última segunda-feira, 16.
Já nesta quarta-feira, 18, um incidente de segurança não detalhado resultou em ordem de permanência em local seguro por várias horas. “Para garantir a segurança do efetivo e das operações, os comandantes ajustam a postura de proteção das instalações conforme as avaliações locais de risco”, informou a Força Aérea, em nota.
Na última terça-feira, 17, o Departamento de Estado determinou que todas as representações diplomáticas dos EUA no mundo realizem “imediatamente” revisões de segurança, citando a escalada no Oriente Médio e o risco de desdobramentos.

Nos últimos anos, autoridades norte-americanas relataram ameaças semelhantes que envolvem drones nas proximidades do presidente Donald Trump e de outros integrantes do alto escalão, em meio a tensões com o Irã depois do ataque que matou o general Qasem Soleimani, em 2020.
Durante a campanha presidencial de 2024, a equipe do Serviço Secreto registrou a presença recorrente de drones não identificados em eventos de Trump. Naquele ano, o então candidato foi informado sobre planos iranianos para assassiná-lo, embora não haja comprovação de vínculo direto com tentativas registradas no período.
As ameaças também levaram o governo Joe Biden a manter a proteção oficial ao ex-secretário de Estado Mike Pompeo e ao ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, considerados por Teerã responsáveis pela operação contra Soleimani. A proteção foi retirada por Trump em 2025.






































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