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Bar Kuperstein, ex-refém israelense sequestrado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, iniciou uma nova fase de vida após dois anos de cativeiro, retornando a Holon em novembro de 2025. Recentemente, anunciou sua mudança para um novo apartamento e pediu ajuda para mobiliar a casa, o que gerou uma mobilização em Israel com ofertas de apoio. Kuperstein, que foi socorrista antes do sequestro, expressou sua gratidão pela solidariedade recebida e destacou a esperança que o acompanhou durante o cativeiro.
O ex-refém israelense Bar Kuperstein, de 24 anos, iniciou uma nova fase de sua vida depois de dois anos de cativeiro na Faixa de Gaza. Sequestrado pelo grupo terrorista Hamas nos ataques de 7 de outubro de 2023 e libertado em outubro de 2025, ele deu mais um passo para reconstruir sua rotina. Em novembro de 2025, retornou para sua casa anterior em Holon. Neste mês, ele anunciou que está se mudando para um novo apartamento.
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Em uma publicação no Instagram, afirmou que estava “começando do zero” e pediu ajuda para mobiliar a nova residência. Segundo o i24News, ele listou itens básicos de que ainda precisava, como camas, sofá, mesa de jantar, geladeira, forno, televisão, máquina de lavar e secadora. A iniciativa provocou uma forte mobilização em Israel. Pouco tempo depois da publicação, milhares de mensagens chegaram ao ex-refém, enviadas por cidadãos, voluntários e empresários que ofereceram móveis, eletrodomésticos novos e outras formas de ajuda.
Depois da reação positiva, Kuperstein, em nova mensagem, agradeceu e declarou estar emocionado com a solidariedade recebida. “Vocês não conseguem imaginar quanto eu amo vocês”, publicou. “Não consigo acompanhar a quantidade de mensagens. É muito emocionante ver como todos querem me ajudar.”
Kuperstein trabalhava como socorrista no festival Nova quando foi capturado durante os ataques terroristas do Hamas ao sul de Israel. Ele permaneceu em Gaza por dois anos e foi libertado em outubro de 2025, como um dos últimos 20 reféns vivos devolvidos a Israel em um acordo de cessar-fogo.
Passou então por atendimento médico e ficou internado por quase um mês no Centro Médico Sheba. Depois da alta, permaneceu no complexo hoteleiro Kfar Maccabiah, em Ramat Gan, local que serviu de apoio para familiares de reféns enquanto os libertados recebiam cuidados médicos em hospitais próximos.
Em novembro de 2025, três semanas depois de voltar do cativeiro, Kuperstein retornou para sua residência em Holon. A chegada foi marcada por uma grande recepção popular: milhares de moradores se reuniram para recebê-lo no fim da tarde. Coberto com uma bandeira de Israel, ele saiu do veículo em que estava e agradeceu às pessoas que permaneceram ao seu lado durante os dois anos de ausência.
Na entrada de sua antiga casa, falou sobre o período vivido em Gaza e destacou que a esperança pela sua volta nunca desapareceu. “Dois anos de cativeiro, de escuridão, de medo”, desabafou. “Dois anos de orações e de uma esperança que nunca se apagou. Dois anos em que vocês não me esqueceram — nem vocês, nem meus amigos, nem o povo de Israel.”
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Na ocasião, Kuperstein também agradeceu àqueles que fizeram manifestações de apoio enquanto ele permanecia sequestrado. “Graças a Deus, depois de dois anos voltei para casa”, disse. “Estou aqui hoje na cidade que amo tanto e digo obrigado a todos que rezaram por mim, que colocaram tefilin (objetos de couro religiosos), que penduraram uma placa, que não deixaram que eu desaparecesse.”
O prefeito de Holon, Shai Keinan, classificou o retorno como um momento de “abraço comunitário, grande alegria e esperança renovada”. A volta de Bar também teve um significado especial dentro da própria família. Antes de retornar definitivamente para casa, ele apareceu ao lado do pai, Tal Kuperstein, em frente ao hotel onde estava hospedado.
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Tal, voluntário da organização de emergência United Hatzalah, sofreu um grave derrame anos antes, ficou paralisado e passou a usar cadeira de rodas. Durante o período em que o filho esteve em cativeiro, recuperou parcialmente a capacidade de ficar em pé e falar.
A família Kuperstein já enfrentava uma trajetória difícil antes do sequestro. Depois do acidente do pai, Bar passou a assumir parte das responsabilidades financeiras para ajudar no sustento da casa, ao lado da mãe, Julie, e dos irmãos. A United Hatzalah manteve apoio constante à família ao longo dos anos, com ajuda de voluntários na manutenção do negócio familiar e oferecimento de suporte diante das necessidades médicas de Tal.
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