Eduardo Bolsonaro se retrata e busca fazer as pazes com o governo chinês

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se posicionou após as críticas direcionadas a ele pelo embaixador chinês Yang Wanming. O parlamentar disse que jamais ofendeu o povo chinês e que…
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se posicionou após as críticas direcionadas a ele pelo embaixador chinês Yang Wanming. O parlamentar disse que jamais ofendeu o povo chinês e que jamais teve a pretensão de falar pelo governo brasileiro. Manifestou, ainda, estima pela “contribuição da comunidade chinesa ao desenvolvimento do Brasil”.

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O posicionamento do parlamentar era esperado. Um interlocutor do Ministério das Relações Exteriores afirma à revista Oeste que ele dialogou com o chanceler Ernesto Araújo, com quem construiu a quatro mãos a nota oficial. “Não desejamos problemas com a China e, certamente, o país asiático também não busca conflitos com o Brasil”, destacou o congressista em um trecho.

Devido a toda a repercussão, Eduardo buscou uma retratação “despida de qualquer vaidade ou ego”. “Deixo, aqui, cristalina que minha intenção, mais uma vez, nunca foi a de ofender o povo chinês ou de ferir o bom relacionamento existente entre os nossos países”, sustentou.

O filho do presidente Jair Bolsonaro manifestou, ainda, “boas-vindas” ao embaixador. “E explicitar minha estima pela contribuição da comunidade chinesa no desenvolvimento do Brasil, terra famosa pelo seu povo acolhedor”, disse. “Esclareço, ainda, que meu comportamento não tem o mínimo traço de xenofobia ou algo similar”, garantiu.


A posição, contudo, teve uma defesa firme — mas não em tom agressivo — de seu pensamento. “A mutação genética de um vírus pode nascer em qualquer país, mas é obrigação das autoridades deste informar a sociedade e tomar as melhores medidas para conter seu avanço (e não agir mantendo sigilo da real condição da doença). As vidas das pessoas devem estar em primeiro lugar, acima de qualquer interesse do Estado”, afirmou.

Chernobyl

O posicionamento de Eduardo faz referência às acusações divulgadas pela imprensa internacional e nacional de que médicos chineses tentaram avisar o mundo sobre o surgimento do coronavírus e seu potencial de propagação. O caso foi abafado internamente pelo governo chinês.

Em sua defesa, Eduardo também frisou que a associação entre o surgimento do coronavírus na China ao desastre nuclear em Pripyat, norte da Ucrânia soviética, em 1986, foi feita por veículos de imprensa. “Fazem comparações entre o ocorrido em Chernobyl e o alastramento do coronavírus, pois ambos os casos ocorreram em países cuja liberdade de expressão e imprensa eram/são limitados pelo governo”, disse.

Constituição

Após esse trecho, Eduardo ressalta que o governo chinês bane plataformas como Twitter, Facebook e Whatsapp, “que tem sido fundamentais no esclarecimento de dúvidas da população mundial quanto à atual pandemia”. Eduardo evocou, ainda, a Constituição Federal para defender o comentário feito por ele no Twitter ao citar que o estímulo ao debate é “função do parlamentar brasileiro”.

O artigo 53 da Constituição, citado por Eduardo, prevê a prerrogativa da imunidade parlamentar como garantia constitucional. “Para que deputados possam exercer tal direito. Assim, mesmo vivendo numa democracia com ampla liberdade de imprensa e expressão, não identifiquei qualquer desconstrução dos meus argumentos por parte do embaixador chinês no Brasil.”

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2 comentários

  1. Tem verdades que dependendo da posição que ocupamos e do momento não devemos explicitar…apenas silenciar ou omitir, isso naõ é mentir !!! sinal de sabedoria

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