A segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro colocou o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia no centro das acusações feitas pelo ex-dono do Banco Master.
De acordo com informações divulgadas pela revista Veja, o empresário afirmou ter realizado um pagamento de US$ 30 milhões ao senador e relatou supostos benefícios obtidos pelo banco durante os governos petistas no Estado nordestino.
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Segundo a proposta apresentada à Polícia Federal (PF), Vorcaro prestou um novo depoimento. Ele declarou que US$ 30 milhões teriam sido depositados em uma conta no exterior em favor de Alcolumbre. O empresário sustenta que o repasse ocorreu em razão do apoio do parlamentar a interesses do Banco Master. A operação, segundo o relato, teria contado com a participação de Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. Alcolumbre nega envolvimento em irregularidades.
Vorcaro também se dispôs a detalhar a relação do Master com governos do PT na Bahia. Segundo o relato, a aproximação teve início em 2007, durante a gestão de Jaques Wagner, por meio de operações ligadas ao programa CredCesta.
O empresário citou o ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e afirmou que medidas adotadas pelo governo baiano ampliaram a presença do Master no mercado de crédito consignado do Estado. Um dos pontos mencionados foi um decreto editado em 2022 que restringiu a portabilidade de determinadas operações financeiras. O petista também nega irregularidades.

O PT governa a Bahia desde 2007. Wagner ficou no poder até 2014. De 2015 a 2022, o governador foi Costa. Atualmente, o Executivo baiano tem chefia de Jerônimo Rodrigues, outro petista.
Polícia Federal rejeitou acordo
A PF rejeitou a segunda proposta de delação de Vorcaro na noite quinta-feira, 11. Segundo os investigadores, o material não apresentou avanços relevantes para as apurações nem trouxe provas capazes de comprovar parte dos relatos apresentados.
Mesmo sem acordo homologado, as declarações ampliam a lista de autoridades mencionadas pelo ex-banqueiro nas investigações sobre o caso Master. Entre os nomes já citados nas apurações aparecem o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda.
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