Elon Musk restabelece contas banidas do Twitter

Entre os perfis está o do psicólogo canadense Jordan Peterson

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Dois desses três perfis foram banidos do Twitter por fazerem publicações sobre pessoas transexuais
Dois desses três perfis foram banidos do Twitter por fazerem publicações sobre pessoas transexuais | Foto: Reprodução/Flickr

Elon Musk, dono do Twitter, começou a restabelecer nesta sexta-feira, 18, algumas contas na plataforma que, anteriormente, foram banidas. Trata-se dos primeiros passos do magnata em direção a sua promessa de fazer uma moderação mais leve na rede social.

“A nova política do Twitter é a liberdade de expressão, mas não liberdade de alcance”, escreveu Musk. “Tuítes negativos ou de ódio serão maximizados e desmonetizados, portanto, não terão nenhum anúncio ou outra receita para o Twitter. A pessoa não encontrará a publicação a menos que a procure especificamente, o que não difere do resto da internet.”

As primeiras contas que retornaram à plataforma foram as do psicólogo clínico Jordan Peterson, da comediante Kathy Griffin e do portal de notícias e sátira conservadora The Babylon Bee. O perfil do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, contudo, ainda está sob análise.

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Cancelamentos

Dois desses três perfis foram banidos por fazerem publicações sobre pessoas transexuais. Em julho, Peterson foi removido da rede social por usar pronomes “inadequados” ao referir-se ao ator transgênero Elliot Page (antes chamado de Ellen). Na ocasião, o psicólogo disse preferir “morrer” ao deletar sua publicação.

Já o The Babylon Bee foi removido em março deste ano por se referir à dra. Rachel Levine, médica transgênero da Casa Branca, por seu sexo de nascimento. A publicação do portal foi considerada uma “conduta odiosa”.

Em 7 de novembro, a conta de Kathy foi banida depois de ela se passar pelo próprio Elon Musk. A comediante trocou sua foto de perfil e até mesmo o nome oficial que aparece na rede.

“Sou um absolutista da liberdade de expressão e como cocô no café da manhã todos os dias”, escreveu Kathy, passando-se pelo magnata. Além disso, ela compartilhou postagens de apoio a candidatos democratas.

Leia também: “O voo da liberdade”, reportagem de Cristyan Costa e Dagomir Marquezi para a Edição 110 da Revista Oeste.

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5 comentários Ver comentários

  1. A minha está bloqueada desde 22/04.
    Recorri. @twitter informa q devo excluir meu tuíte!
    Não o farei! Não foi grosseira! Somente fiz referência ao bandido corrupto lavador de dinheiro.

  2. Saudamos essas poucas iniciativas concretas em defesa da liberdade da parte de quem tem poder e, portanto, autoridade. Aqui no Brasil, somente palavras, nada mais que palavras. A ditadura, ousada, age corajosamente.

  3. Usar pronome masculino para um cara, e feminino para uma mulher, se tornou discurso de ódio passível de penalização nas redes sociais (que são mais importantes para a expressão de idéias do que qualquer espaço público).

    Mas isso não é nada, quem é do mal é o Bolsonaro e sua turma.

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