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Embaixador da Venezuela no Brasil pede reunião com Lula

Solicitação ocorreu depois das críticas do presidente ao impedimento da candidatura de Corina Yoris, opositora do regime chavista

Jornais criticam demora em pronunciamento do presidente Lula sobre falas do ditador Nicolás Maduro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Amigo de Lula, Maduro criticou nota do Itamaraty que condena processo eleitoral na Venezuela | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois das críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao impedimento da candidatura da opositora Corina Yoris — aliada da ex-deputada María Corina Machado — para as eleições na Venezuela, diplomatas da embaixada venezuelana no Brasil pediram uma reunião com o petista.

Segundo informações publicadas pela revista Veja na sexta-feira 29, o embaixador venezuelano Manuel Vadell fez uma ligação ao Palácio do Planalto na quarta-feira 27 para realizar a requisição do encontro. Espera-se que o assessor especial da Presidência Celso Amorim se reúna com Vadell nos próximos dias. O encontro ainda não tem data precisa.

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Leia também: “Lula, sobre oposicionista não conseguir concorrer à eleição na Venezuela: ‘Grave'” 

Na quinta-feira 28, Lula afirmou que o fato de Corina não ter conseguido se registrar como candidata é “grave”. Ele, no entanto, continuou a minimizar o fato de María Corina ter sido proibida pelo “TSE” da Venezuela de concorrer à Presidência. “O fato de uma candidata não poder disputar a eleição não era um agravante”, disse. “Aqui, no Brasil, eu fui proibido de disputar, quando era líder em todas as pesquisas eleitorais. Indiquei o Haddad. Perdemos. Mas faz parte.”

Sobre Corina Yoris, Lula disse que achou “positivo” María Corina tê-la escolhido. Corina, contudo, não conseguiu se cadastrar na Justiça Eleitoral daquele país, por problemas técnicos aos quais ela atribuiu à ditadura chavista.

Itamaraty criticou processo eleitoral da Venezuela

Na terça-feira 26, o Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota expressando “preocupação” com as eleições na Venezuela. 

“Esgotado o prazo de registro de candidaturas para as eleições presidenciais venezuelanas, na noite de ontem, 25/3, o governo brasileiro acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral naquele país”, diz o documento do Itamaraty. “Com base nas informações disponíveis, observa que a candidata indicada pela Plataforma Unitária, força política de oposição, e sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de registrar-se, o que não é compatível com os acordos de Barbados. O impedimento não foi, até o momento, objeto de qualquer explicação oficial.”

Em resposta, o governo do ditador Nicolás Maduro classificou o posicionamento do Ministério das Relações Exteriores como “cinzento e intervencionista”. 

Leia mais em: “Maduro reage à nota do governo brasileiro: ‘Cinzenta e intervencionista'”

O repúdio, assinado pelo Ministério do Poder Popular para as Relações Exteriores da República Bolivariana da Venezuela e redigido em português, foi publicado pelo chanceler venezuelano, Yvan Gil, no mesmo dia em que foi divulgada a nota do governo brasileiro. 

Para a diplomacia comunista de Maduro, o texto da chancelaria brasileira “parece ter sido ditado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos”. O comunicado direciona suas críticas aos funcionários do Itamaraty. 

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