O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, subiu o tom contra a relatora especial da organização para a Palestina, Francesca Albanese, nesta quinta-feira, 14. Danon afirmou em suas redes sociais que a funcionária internacional explora o cargo para fazer campanha política e deveria estar atrás das grades. A manifestação ocorreu logo que a Justiça dos Estados Unidos supendeu sanções financeiras aplicados pelo governo norte-americano contra ela.
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Danon declarou que nenhuma ordem judicial vai apagar a conduta da italiana dentro da ONU. O diplomata acusa Albanese de perseguir cidadãos de Israel e dos Estados Unidos no Tribunal de Haia, de espalhar mentiras antissemitas e de defender o grupo terrorista Hamas de forma recorrente. Segundo ele, o apoio aos extremistas continuou mesmo com os ataques de outubro de 2023.
Tensões e relatórios ideológicos
Francesca Albanese comemorou a decisão do tribunal norte-americano na rede social X e citou o trecho do juiz que trata da proteção à liberdade de expressão. Antes da liminar, os Estados Unidos barravam a entrada da relatora em seu território e bloqueavam todas as suas contas bancárias. Ela atua na função desde 2022 e mantém uma rotina de ataques contra o Estado judeu.
A relatora assina documentos em que chama a ação militar israelense de genocídio em Gaza. Em um relatório de março de 2024, Albanese escreveu que Israel tenta destruir o povo palestino por meio de assassinatos e condições extremas de isolamento. Ela também classifica o país como um regime colonial racista e cobra punições mundiais contra empresas que vendem armas para o Exército israelense.
Pressão europeia por demissão
O comportamento de Francesca Albanese desgastou sua permanência no posto e gerou reações em diversos países da Europa. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, exigiu publicamente a saída imediata da relatora das Nações Unidas. O estopim para o pedido foi a participação dela em um debate promovido pela emissora Al Jazeera, no Catar.
Representantes da Alemanha e da Itália também endossaram o coro contra a servidora. Vídeos gravados no fórum árabe mostram que Albanese rotulou Israel como o inimigo comum de toda a humanidade. A relatora nega o teor da gravação e afirma que sofre perseguição política, mas a oposição ao seu nome cresce dentro da própria estrutura diplomática global.
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