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EUA intensificam disputa pela Groenlândia

Presidente norte-americano disse que a presença de navios russos e chineses na região torna o território estratégico

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr

O presidente Donald Trump voltou a dizer, nesta segunda-feira, 22, que os Estados Unidos precisam da Groenlândia por razões de segurança nacional. De acordo com o republicano, a presença de navios russos e chineses na região torna o território estratégico para os interesses norte-americanos.

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“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais”, explicou Trump a jornalistas. “Se olhar para a Groenlândia, para cima e para baixo na costa, verá navios russos e chineses por toda parte. Precisamos dela para a segurança nacional. Temos de tê-la.”

Presidente dos Estados Unidos nomeia enviado especial para tratar da Groenlândia 

No domingo 21, o presidente dos EUA nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para tratar de assuntos relacionados à Groenlândia. A decisão gerou reações contrárias tanto do governo dinamarquês quanto de representantes groenlandeses. 

Landry está no cargo de governador desde janeiro de 2024 e declarou, em publicação no X, que se sente honrado por atuar voluntariamente para “tornar a Groenlândia parte dos EUA”.

Em resposta, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, e o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, divulgaram um comunicado conjunto que rejeita a tentativa de anexação. “Não se pode anexar outro país, nem mesmo com um argumento de segurança internacional”, afirma a nota. “A Groenlândia pertence aos groenlandeses.”

Com aproximadamente 57 mil habitantes, a Groenlândia mantém autonomia para declarar independência desde um acordo feito em 2009. Contudo, ainda depende da pesca e de subsídios da Dinamarca. A localização da ilha, entre a Europa e a América do Norte, é estratégica para as operações do sistema de defesa antimísseis dos EUA.

Repercussões diplomáticas e medidas econômicas

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, informou que pretende convocar o embaixador norte-americano Kenneth Howery, que havia prometido “respeito mútuo” em visita recente. Rasmussen classificou a nomeação de um enviado especial como “completamente inaceitável”.

Leia mais: “O triunfo de Trump na diplomacia do Oriente Médio”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 292 da Revista Oeste

Nesta segunda-feira, o governo Trump aumentou a pressão sobre Copenhague ao suspender permissões para cinco grandes projetos de energia eólica offshore na costa leste dos EUA. A proposta inclui dois empreendimentos da estatal dinamarquesa Orsted.

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