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EUA podem vetar entrada de imigrantes com doenças crônicas e obesidade

A diretriz enviada a consulados e embaixadas estipula que funcionários avaliem o risco de candidatos se tornarem um peso para os cofres públicos

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, D.C.
O presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, D.C. | Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Imigrantes que tentam obter visto para os Estados Unidos podem enfrentar novas barreiras caso apresentem doenças crônicas ou obesidade, segundo orientação recente do Departamento de Estado. A diretriz enviada a consulados e embaixadas estipula que funcionários avaliem o risco de candidatos se tornarem um peso para os cofres públicos por causa de custos elevados com cuidados médicos, conforme divulgado pelo portal KFF Health News.

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O documento reforça a política conhecida como “public charge”, criada no governo Donald Trump, que amplia os critérios de avaliação médica para concessão de vistos. Antes, a análise se concentrava em vacinação e doenças transmissíveis; agora, inclui condições como câncer, diabetes, enfermidades cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, metabólicas e transtornos de saúde mental.

Custos elevados e novas exigências para aprovação de vistos nos Estados Unidos

Segundo a orientação, tais doenças podem demandar “centenas de milhares de dólares em cuidados”, assim como tratamentos longos e dispendiosos, alertou o Departamento de Estado. Além disso, a obesidade é citada como agravante por estar ligada a problemas como asma, hipertensão e apneia do sono.

Os oficiais consulares devem analisar se os candidatos têm condições financeiras para arcar com tratamento médico por toda a vida sem depender de ajuda pública nem de internação sustentada pelo governo. “O solicitante tem recursos financeiros adequados para cobrir os custos desses cuidados ao longo de toda a sua vida, sem recorrer à assistência pública ou à institucionalização de longo prazo custeada pelo governo?”, questiona o documento.

A análise se estende ainda aos dependentes. O departamento orienta os oficiais a verificarem se algum familiar do solicitante possui deficiência, doença crônica ou necessidades especiais que possam comprometer a capacidade do imigrante de manter seu emprego e sustento.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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