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EUA abordam quinto petroleiro ligado à Venezuela

Guarda Costeira norte-americana intercepta o Olina e amplia bloqueio contra frota que transporta petróleo sancionado

O navio alvo foi o Olina, segundo autoridades e a empresa Vanguard. A embarcação se chamava Minerva M e foi sancionada pelos EUA por transportar petróleo russo
O navio alvo foi o Olina, segundo autoridades e a empresa Vanguard. A embarcação se chamava Minerva M e foi sancionada pelos EUA por transportar petróleo russo | Foto; Reprodução/ X

A Guarda Costeira dos EUA abordou um quinto petroleiro na manhã de sexta-feira,9. Autoridades disseram que outros navios tentam driblar o bloqueio dos EUA contra embarcações sancionadas que operam no transporte de petróleo da Venezuela.

O navio alvo foi o Olina, segundo autoridades e a empresa Vanguard. A embarcação se chamava Minerva M e foi sancionada pelos EUA por transportar petróleo russo. A ação ocorre dias depois de os EUA apreenderem um navio que alegava proteção da Rússia e tinha escolta da Marinha russa.

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O Olina navega com bandeira do Timor Leste. O último sinal de posição foi transmitido em meados de novembro, perto da costa da Venezuela, segundo o serviço Marine Traffic. A empresa informou que o navio operava sob bandeira falsa. Um funcionário dos Estados Unidos disse que a tripulação não resistiu.

“As frotas fantasmas não vão escapar da Justiça. Elas não vão se esconder sob falsas alegações de nacionalidade”, escreveu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, em publicação nas redes sociais.

Pressão dos EUA sobre a frota sancionada

A Guarda Costeira lançou a operação a partir do porta-aviões USS Gerald R. Ford, com apoio dos Marines e de outros militares, segundo o Comando Sul.

O Olina carregou 700 mil barris de petróleo Merey no terminal venezuelano de José em 24 de dezembro, segundo a empresa Kpler. A base de dados da União Europeia Equasis aponta a empresa de Hong Kong Tantye Peur Ltd como proprietária do navio.

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O governo de Donald Trump usa as apreensões para pressionar o governo interino da Venezuela e retirar de operação a chamada frota obscura, também conhecida como frota sombra, formada por mais de mil navios que ocultam o transporte de petróleo sancionado.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o bloqueio à Venezuela é “a razão pela qual entendemos e acreditamos que temos a maior alavancagem possível”, depois dos EUA apreenderem dois petroleiros no início da semana.

Cerca de 70% das exportações de petróleo da Venezuela dependem de navios sancionados para contornar as sanções dos EUA. Rússia, Irã e Venezuela mantêm uma frota de petroleiros antigos para transportar o produto.

Os EUA também usam as apreensões para enviar um sinal à Rússia, à China e ao Irã. Segundo autoridades, Washington informou à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que seu governo deve se alinhar aos EUA e reduzir relações com adversários americanos.

Escalada militar

A Marinha dos Estados Unidos mantém navios de guerra próximos à América do Sul para apoiar as abordagens. O Departamento de Justiça reforçou recursos e acelerou o ritmo das apreensões nas últimas semanas.

A escalada amplia a tensão entre Washington e Moscou. A Rússia reage às apreensões de navios que transportam seu petróleo ilegal e passou a permitir que petroleiros da frota obscura se registrem no país sem inspeções, segundo analistas e especialistas.

O atrito ocorre enquanto EUA e Rússia mantêm negociações sobre a guerra na Ucrânia. Moscou ainda não aceitou o plano de paz apresentado por Washington e Kiev.

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