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EUA apreendem mais um petroleiro sancionado no Mar do Caribe

Navio trafegava na região mesmo depois de bloqueio imposto por Trump

Petroleiro Motor Vessel Sagitta foi interceptado pelos EUA | Foto: Southcom/Divulgação
Petroleiro Motor Vessel Sagitta foi interceptado pelos EUA | Foto: Southcom/Divulgação

As forças militares dos Estados Unidos apreenderam, nesta terça-feira, 20, mais um navio petroleiro que operava no Mar do Caribe contra as sanções impostas pelo governo norte-americano. A ação foi anunciada em comunicado oficial que descreve a operação como parte de uma estratégia de repressão a atividades consideradas ilícitas no Hemisfério Ocidental.

De acordo com o texto, a apreensão ocorreu no âmbito da Operação Lança do Sul, conduzida pelo Departamento de Guerra dos EUA, em parceria com a Guarda Costeira norte-americana, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça. Segundo o comunicado, “o Departamento de Guerra é inabalável em sua missão de esmagar atividades ilícitas no Hemisfério Ocidental”.

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Ainda segundo o comunicado, a embarcação foi interceptada sem incidentes durante a abordagem. O navio apreendido foi identificado como Motor Vessel Sagitta, um petroleiro de óleo cru registrado sob bandeira do Panamá. O nome do navio consta em uma lista de sanções da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac) desde o começo de 2025.

O Sagitta operava em desacordo com a quarentena determinada em dezembro de 2025 pelo presidente Donald Trump para petroleiros que circulam no Caribe. Segundo o governo norte-americano, a ação demonstra o compromisso de “garantir que o único petróleo que saia da Venezuela seja aquele coordenado de forma adequada e legal”.

Petroleiro desafiava bloqueio dos EUA no Caribe

Em 17 de dezembro de 2025, Trump determinou um bloqueio naval contra petroleiros ligados a sanções que operam a partir da Venezuela. A medida integra uma escalada das restrições impostas por Washington ao comércio de petróleo venezuelano, principal fonte de receita do país.

Desde a imposição de sanções pelos EUA, em 2017, o governo venezuelano passou a recorrer a embarcações sem bandeira ou vinculadas a empresas intermediárias para escoar a produção no mercado internacional, prática que passou a ser alvo central das ações de fiscalização.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

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