O jornal britânico The Guardian revelou nesta sexta-feira, 14, que os EUA analisam manter Gaza dividida por um longo período, com uma área sob controle internacional e israelense destinada à reconstrução. A região restante ficaria destruída e sem previsão de obras, segundo documentos militares vistos pelo veículo.
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Documentos obtidos pelo veículo indicam que os EUA planejam enviar tropas internacionais primeiro para o leste da faixa, perto da linha hoje controlada por Israel. As autoridades norte-americanas também admitem que reconstruir todo o território permanece um objetivo distante.
Força internacional e mudanças nos planos em Gaza
A estratégia mencionada pelo The Guardian aparece ligada ao plano de 20 pontos apresentado pelo presidente Donald Trump, que defende a criação de uma força internacional de estabilização com aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. A expectativa de Washington é obter a resolução nos próximos dias para, em seguida, reunir compromissos formais de países interessados em integrar o contingente.
O cenário futuro também inclui estudos do comando regional militar dos EUA que sugerem participação de tropas europeias. Entre as possibilidades estão milhares de soldados do Reino Unido, da França e da Alemanha, além de equipes dos Países Baixos e de nações nórdicas, com funções que vão de limpeza de rotas a atendimento médico e apoio logístico.
Um funcionário norte-americano afirmou que o avanço da reconstrução criaria condições para que moradores de Gaza migrassem de forma voluntária para a área reorganizada. “Com o andamento das obras e a criação de condições mais seguras, civis de Gaza vão se deslocar para lá e começar a prosperar”, disse. “As pessoas vão enxergar vantagens e o processo tende a seguir nessa direção. Ninguém discute uma operação militar para obrigar esse movimento.”
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