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EUA: China planeja acelerar incorporação de Taiwan

O secretário de Estado norte-americano disse que o ditador chinês está determinado 'a buscar a reunificação em um prazo muito mais rápido do que o esperado'

Chanceleres taiwan
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, nesta sexta-feira em Nova Iorque | Foto: Reprodução/YouTube

Em uma conferência na Universidade de Stanford, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que o presidente Xi Jinping — prestes a assumir um terceiro mandato na China — quer tomar Taiwan “em um prazo muito mais rápido” do que se havia considerado anteriormente.

No discurso de abertura do 20º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC), que começou no domingo 16, Xi declarou que pretende controlar totalmente Taiwan, assim como fez com Hong Kong, e que seu objetivo é uma “reunificação pacífica” com a ilha — mas não descartou o uso de força.

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Para Blinken, o ditador está “levando a China em uma direção mais difícil”. “Vimos surgir uma China muito diferente nos últimos anos sob a liderança de Xi Jinping”, declarou, durante a conferência. “É mais repressiva em casa, é mais agressiva no exterior. E, em muitos casos, isso representa um desafio aos nossos próprios interesses, assim como aos nossos próprios valores”, acrescentou.

O titular do Departamento de Estado dos EUA acusou Xi de “criar uma tremenda tensão”, ao mudar sua postura em relação à autonomia do governo de Taiwan, uma ilha que o PCC nunca controlou, mas que considera como uma província rebelde e reivindica como sua.

Sem fazer uma estimativa de datas, o secretário norte-americano ressaltou que a China tomou uma “decisão fundamental de que o statu quo não era mais aceitável e que Pequim está determinada a buscar a reunificação em um prazo muito mais rápido”.

Em resposta ao discurso de Blinken, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, acusou Washington de mudar sua própria postura em relação a Taiwan, citando exemplos como a visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, a democrata Nancy Pelosi, e a venda de armas à ilha, em setembro.

“A resolução pacífica do problema de Taiwan não pode coexistir com o separatismo de Taiwan”, afirmou Wenbin, porta-voz do ministério comandando por Wang Yi, com quem Blinken se encontrou no mês passado durante a Assembleia Geral anual da Organização das Nações Unidas (ONU).

Xi deve se reunir com o presidente norte-americano, Joe Biden, paralelamente à cúpula do G20 no próximo mês, em Bali. Se acontecer, será seu primeiro encontro desde que Biden assumiu o cargo.

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