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EUA conversam em sigilo com neto de Raúl Castro sobre o futuro de Cuba

Diálogo ocorre fora dos canais oficiais e em meio à crise energética na ilha e ao aumento da pressão norte-americana

Crise energética cria problemas como a falta de coleta de lixo nas ruas de Havana | Foto: Reprodução/X
Crise energética cria problemas como a falta de coleta de lixo nas ruas de Havana | Foto: Reprodução/X

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mantém conversas reservadas com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-ditador cubano Raúl Castro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 18, pelo portal Axios, com base em fontes ligadas ao governo norte-americano.

Segundo um integrante do alto escalão ouvido pelo site, não se trata de negociações formais. As conversas abordam, sobretudo, cenários possíveis para o futuro político e econômico de Cuba. O diálogo acontece sem passar pelos canais diplomáticos oficiais do governo da ilha.

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Castro: figura central, na visão norte-americana 

Raúl Castro sucedeu o irmão, Fidel Castro, e comandou Cuba entre 2008 e 2018. Mesmo depois de deixar o cargo, ele segue sendo visto em Washington como uma figura central nas decisões estratégicas do regime. O contato direto com familiares próximos reforça essa percepção principalmente dentro da administração norte-americana.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela agência Reuters. A falta de posicionamento oficial aumenta desse modo o caráter sensível das conversas e reforça o sigilo em torno dos contatos.

Leia também: “Os ventos da liberdade”, reportagem de Adalberto Piotto publicada na Edição 309 da Revista Oeste

As conversas ocorrem em meio a uma das maiores crises recentes enfrentadas por Cuba. A situação se agravou depois da interrupção do envio de petróleo venezuelano, o que provocou assim escassez de combustível e instabilidade no abastecimento de energia.

Relatos apontam apagões prolongados em várias regiões. Em alguns locais, a falta de eletricidade chega a durar até 20 horas por dia. A população também enfrenta longas filas para comprar combustível. Do mesmo modo, coletas de lixo foram suspensas por falta de transporte.

O governo de Donald Trump ameaça impor tarifas a países que vendem combustível para Cuba. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o regime ditatorial cubano em meio ao colapso econômico.

Diante da crise humanitária, alguns países começaram a enviar ajuda. Dois navios mexicanos chegaram a Havana com mais de 800 toneladas de suprimentos. A Espanha também anunciou o envio de alimentos e materiais de saúde nos últimos dias, por meio da ONU.

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