Os Estados Unidos discutem sigilosamente uma proposta de paz que reduziria o território da Ucrânia em troca de garantias de segurança. A iniciativa surge depois de um dos ataques mais letais da guerra: mísseis russos destruíram um prédio residencial em Ternopil, deixando 26 mortos, entre eles três crianças, e 22 desaparecidos.
Segundo o portal Axios, Donald Trump trabalha com um documento de 28 pontos, inspirado no modelo usado em Gaza. O esboço prevê que Moscou receba controle formal sobre Lugansk e Donetsk, convertidas em zona desmilitarizada, sem tropas russas.
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Em troca, o Kremlin devolveria áreas ocupadas em Kherson e Zaporizhzhia. Catar e Turquia atuam como fiadores. O emissário dos EUA é Steve Witkoff; o da Rússia, Kiril Dmitriev.
País não deseja ceder território

O presidente Volodymyr Zelensky rejeita qualquer concessão territorial e só negocia com participação direta de Kyiv e garantia de resultados. A Ucrânia busca apoio internacional para enfrentar o inverno com o sistema energético fragilizado — o presidente viajou à França, Grécia e Espanha por reforços.
Em paralelo, Kyiv ampliou ataques à infraestrutura russa. Em Kursk, 16 mil pessoas ficaram sem luz após ofensivas de drones. Houve danos em refinaria de Riazan e novos apagões em Donetsk, onde 65% da população segue sem energia. Moscou afirma ter derrubado 65 drones ucranianos na madrugada desta quinta-feira, 20.
O novo ataque da Rússia à Ucrânia
A Rússia realizou na quarta-feira, 19, um dos ataques mais letais contra o oeste da Ucrânia desde o início da guerra. Segundo autoridades ucranianas, a ofensiva com o uso principalmente de drones e mísseis matou 25 pessoas e deixou dezenas de feridos, entre eles crianças.
O bombardeio atingiu sobretudo Ternopil, considerada uma cidade relativamente segura no conflito, bem como destino de milhares de deslocados internos.
O ataque ocorreu durante a madrugada e assim surpreendeu moradores da região, que vinham vivendo longe da linha de frente. Além de Ternopil, as explosões alcançaram localidades como Lviv, Ivano-Frankivsk, Mykolaiv, Chernigov, Dnipro, Donetsk e a capital, Kiev.
Zelensky classificou a ação russa como “descarada” e afirmou que instalações de energia, transporte e infraestrutura civil sofreram danos significativos. A ofensiva provocou reação imediata de países vizinhos.
Polônia e Romênia mobilizaram jatos de combate como medida preventiva depois de detectarem drones russos próximos às fronteiras. A Romênia acionou caças Eurofighter Typhoon e F-16 quando um drone violou seu espaço aéreo. A Polônia, por sua vez, fechou dois aeroportos no leste do país para priorizar operações aéreas de defesa.
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