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EUA dizem que sanções ao Brasil foram para dar exemplo a outros países

Casa Branca vinculou tarifas à defesa da liberdade de expressão

Alexandre de Moraes: EUA mantêm vigilância sobre postura do ministro do STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Alexandre de Moraes: EUA mantêm vigilância sobre postura do ministro do STF | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta terça-feira, 9, uma declaração da Casa Branca sobre as medidas adotadas contra o Brasil. Segundo a porta-voz presidencial dos EUA, Karoline Leavitt, as ações tiveram como finalidade enviar uma mensagem global em defesa da liberdade de expressão.

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“A liberdade de expressão é, sem dúvida, a questão mais importante do nosso tempo”, afirmou. “Ela está garantida em nossa Constituição e o presidente [Donald Trump] acredita firmemente nisso.”

Na declaração, a Casa Branca justificou as sanções e tarifas já aplicadas ao Brasil como uma forma de desencorajar outros países a punirem seus cidadãos. “Adotamos medidas significativas em relação ao Brasil, tanto por meio de sanções quanto pelo uso de tarifas, para assegurar que países ao redor do mundo não imponham punições a seus cidadãos dessa maneira”, disse Leavitt.

EUA se manifestam em meio ao julgamento no STF

As manifestações de Leavitt ocorreram no mesmo período em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal retomou o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados pela suposta tentativa de golpe de Estado. O processo começou na semana passada e deve ser concluído até a próxima sexta-feira, 12.

Na sessão desta terça-feira, 9, o ministro Alexandre de Moraes, sancionado pelos EUA através da Lei Magnitsky em julho deste ano, apresentou voto pela condenação dos réus. Segundo ele, houve “o claro objetivo de restringir o pleno exercício dos Poderes, bem como tentar impedir a posse do governo legitimamente eleito na disputa de 2022”.

À tarde, o ministro Flávio Dino também votou pela condenação. Em sua fala, declarou que não é “normal que a cada 20 anos” o país passe por “eventos de tentativa ou ruptura do tecido constitucional”. Segundo ele, além do julgamento criminal, caberia uma reflexão sobre as instituições de Estado, “para que elas se mantenham isentas e apartidárias”.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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