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EUA passam a classificar oficialmente hoje PCC e CV como terroristas

Medida passa a valer depois de decisão formalizada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio

Donald Trump (EUA) e Lula da Silva (Brasil): novo acordo | Foto: Divulgação/EBC
Donald Trump (EUA) e Lula da Silva (Brasil) | Foto: Divulgação/EBC

A partir desta sexta-feira, 5, entra em vigor a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos.

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Com essa medida, o governo norte-americano amplia o combate às principais facções criminosas do Brasil.

O país confere às agências de inteligência, como a CIA e as Forças Armadas, respaldo legal para intensificar o monitoramento e restringir o fluxo financeiro dos grupos.

Possíveis impactos da decisão dos EUA no setor financeiro

PCC Justiça
Pichação com sigla do Primeiro Comando da Capital (PCC) | Foto: Agência Brasil

De acordo com a legislação dos EUA sobre financiamento ao terrorismo, bancos e empresas podem sofrer sanções por vínculos, mesmo que indiretos, com organizações classificadas como terroristas. Isso pode impactar instituições internacionais conectadas ao PCC e ao CV.

Além disso, o reconhecimento provoca novos desafios diplomáticos, já que o governo Lula e integrantes do Judiciário expressaram “preocupação” quanto à “soberania nacional” e à possibilidade do que seria interferência estrangeira a partir desse enquadramento.

Autoridades brasileiras argumentam que a legislação interna não considera PCC nem CV como terroristas, pois a Lei Antiterrorismo, de 2016, define terrorismo como atos motivados por xenofobia, preconceito racial ou religioso, com o objetivo de causar terror social.

Leia também: “O duro recado de Washington ao Brasil”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 324 da Revista Oeste

A cooperação entre Brasil e Estados Unidos para enfrentar o crime organizado esteve em pauta em reuniões entre Lula e Donald Trump realizadas em dezembro e janeiro. À época, os líderes discutiram ações conjuntas contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas.

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