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EUA querem proibir softwares e hardwares chineses em carros autônomos

Autoridades norte-americanas alegam risco à segurança nacional

O chineses produzem 12% dos chips no planeta | Foto: Xinhua/Fu Tian

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos pretende proibir softwares e hardwares chineses em veículos autônomos em estradas no país. O órgão apresentou a proposta nesta segunda-feira, 23, sob alegação de temer pela segurança nacional.

De acordo com a proposta, os softwares seriam proibidos a partir dos modelos 2027, enquanto o banimento dos hardwares chineses começaria com as unidades fabricadas em 2030. Os primeiros são os programas e os aplicativos desenvolvidos para comandar os segundos — que são as estruturas físicas, como chips.

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Atualmente, os norte-americanos produzem cerca de 27% da produção de chips no planeta. Essa proporção perde apenas para Taiwan, detentora de 47% do mercado. E a China aparece na terceira colocação do ranking global com 12%.

O perigo dos softwares e hardwares chineses

“Em uma situação extrema, um adversário estrangeiro poderia desligar ou assumir o controle de todos os seus veículos que operam nos EUA ao mesmo tempo, causando acidentes e bloqueando estradas”, disse a secretária de Comércio, Gina Raimondo, durante uma coletiva de imprensa. “Quando adversários estrangeiros criam softwares para fabricar um veículo que pode ser usado para vigilância e controlado remotamente, isso ameaça a privacidade e a segurança dos norte-americanos nas estradas.”

De acordo com a agência Reuters, existem poucos carros e caminhões leves importados da China nos Estados Unidos. Contudo, o governo decidiu agir previamente”, antes que “fornecedores, montadoras e componentes de carros ligados à China ou à Rússia se tornem comuns e disseminados no setor automotivo dos EUA”, disse Gina. “Não vamos esperar até que nossas estradas estejam cheias de carros, e o risco seja extremamente significativo antes de agirmos.”

Jake Sullivan, conselheiro nacional de segurança dos EUA, alertou para a vulnerabilidade de longo prazo com o uso dos softwares e hardwares chineses. “Com potencialmente milhões de veículos nas estradas, cada um com vida útil de dez a 15 anos, o risco de interrupção e sabotagem aumenta drasticamente”, disse.

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