Países da Europa deixaram de carimbar passaportes de brasileiros na entrada no território do espaço Schengen. A mudança passou a valer em 10 de abril com a adoção de um sistema digital e biométrico nas fronteiras externas do bloco.
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O novo modelo substitui o registro manual por um sistema eletrônico que coleta dados do viajante, como imagem facial, impressões digitais e informações do passaporte no momento da entrada e da saída.
A alteração integra o Sistema de Entrada e Saída (EES, na sigla em inglês), que tem como objetivo modernizar o controle migratório e registrar de forma automatizada o fluxo de visitantes.
Sistema substitui carimbo e registra dados biométricos na entrada
Com o EES, o controle de permanência passa a ser feito de forma digital. O sistema registra automaticamente a data de entrada e saída, o que permite verificar se o visitante respeita o limite de permanência permitido.
Para brasileiros, a regra segue a mesma: é possível permanecer por até 90 dias dentro de um período de 180 dias para turismo, negócios ou visitas.

A Comissão Europeia registrou mais de 45 milhões de passagens durante a implementação do sistema. O modelo também identificou mais de 24 mil recusas de entrada, principalmente por problemas de documentação, além de cerca de 600 pessoas classificadas como risco de segurança.
ETIAS ainda não entrou em vigor
Outra mudança prevista para viagens à Europa é a criação do Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS). Esse mecanismo exigirá autorização prévia antes do embarque, semelhante ao modelo adotado pelos Estados Unidos.
No entanto, o ETIAS ainda não está em funcionamento. A previsão é que o sistema passe a valer no último trimestre de 2026, em data ainda não confirmada.
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Até lá, o controle de entrada seguirá sendo feito diretamente nas fronteiras, com o uso do sistema biométrico que substitui o carimbo no passaporte.
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