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Evergrande suspende ações na Bolsa de Hong Kong

Construtora tem dívida acumulada em mais de US$ 300 bilhões

Evergrande
Foto: Reprodução/Flickr

O gigante imobiliário chinês Evergrande anunciou nesta segunda-feira, 3, a suspensão da negociação de suas ações na Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa não informou o motivo da decisão.

O anúncio ocorreu depois de a imprensa local noticiar que a companhia foi ordenada a demolir, num prazo de dez dias, 39 edifícios na Província de Hainan. As autoridades da região comunicaram que a licença para construir os prédios foi obtida de maneira ilegal.

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Conforme noticiou Oeste, a construtora tem dívida acumulada em mais de US$ 300 bilhões. Essa crise financeira causou um baque na economia chinesa. Em dezembro de 2021, por exemplo, as vendas de imóveis caíram 26% no país, em comparação com o mesmo mês de 2020.

Reflexos na Bolsa de Hong Kong

A ordem de demolição em Hainan refletiu nas ações do setor imobiliário na China. Um índice que reúne esses papéis fechou em queda de 1,7% na Bolsa de Valores de Hong Kong.

O endividamento das incorporadoras é fonte de preocupação dos investidores. Apenas em janeiro, as empresas precisam levantar US$ 197 bilhões em recursos para cumprir com suas obrigações de dívidas.

No ano passado, as ações da Evergrande caíram 89% justamente em razão das dificuldades crescentes da empresa de pagar os credores. Conforme noticiamos, a incorporadora passou a ser categorizada como default (inadimplente) pelas agências de classificação de risco.

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4 comentários
  1. Eduardo
    Eduardo

    Sera que o Partido Comunista está destruindo as grandes corporações capitalistas do país, para deletar qualquer possibilidade de disputa de poder?

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Estão demolindo prédios a tal ponto que a cidade ficou imersa em uma nuvem de poeira, agora eu gostaria de entender o motivo disso. Pelo que conheço do assunto isso só acontece quando há um problema grave de construção. E o que dizem de cidades inteiras com prédios vazios, isso já foi amplamente divulgado há anos atrás. Estamos diante de uma grande bolha imobiliária, muito superior que àquela que surgiu nos Estados Unidos?

    1. Gustavo
      Gustavo

      Paulo, concordo que o problema é muito grande, na verdade gigantesco. Na China não temos todas as notícias, pois existe uma “filtragem” daquilo que o ocidente pode enxergar. Talvez esta bolha não estoure agora, já que o governo chinês tem muito capital e pode amortizar, “estatizando” a Evergrande. Mas o mercado é implacável. Se não estourar agora, quando estourar adiante pior fica.

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