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Evergrande pede ajuda ao Partido Comunista da China

Empresa informou as autoridades do país asiático que poderá não cumprir com suas obrigações fiscais

Evergrande
Foto: Reprodução/Redes sociais

O Partido Comunista da China (PCC) entrará em ação para acudir a Evergrande, gigante do setor imobiliário que está em grave crise financeira. A empresa luta para quitar mais de US$ 300 bilhões em passivos, e seu possível colapso causaria um choque na economia global.

A decisão foi tomada após a Evergrande informar as autoridades chinesas que não conseguiria cumprir com suas obrigações fiscais. Diante desse cenário, os executivos da companhia pediram socorro ao governo de Guangdong, Província onde está sediada a incorporadora imobiliária.

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Guangdong aceitou o chamado. Para impedir a falência da empresa, a administração local enviará um grupo de trabalho que ficará encarregado de gerenciar suas principais áreas, incluindo gestão de riscos, controle financeiro, planejamento organizacional e manutenção das operações.

O Banco Central da China informou nesta sexta-feira, 3, que apoia incondicionalmente a intervenção estatal na Evergrande. A instituição pretende cooperar, em parceria com outros órgãos governamentais, para manter a estabilidade no mercado imobiliário do país asiático.

Embora tenha manifestado o interesse em prestar socorro à empresa, o banco chinês não poupou críticas a seus executivos. “Os riscos de falência da Evergrande se devem, principalmente, à sua própria má gestão e à expansão cega”, destacou em comunicado divulgado à imprensa.

Leia mais: “A mídia não tem interesse em falar a verdade sobre a China”, entrevista com Rafael Fontana publicada na Edição 88 da Revista Oeste

História

A Evergrande foi fundada em 1996 pelo empresário Xu Jiayin, que já foi considerado o homem mais rico da China. Atualmente, o criador da empresa com sede em Guangzhou ocupa o décimo lugar na lista de bilionários chineses.

De 2000 a 2010, a companhia registrou crescimento contínuo de dois dígitos ao ano, segundo o jornal Valor Econômico. Nessa época, a Evergrande ainda não possuía a infraestrutura que posteriormente a consagrou como um gigante do setor imobiliário.

A partir dos altos índices de crescimento, a empresa aumentou sua produtividade e passou a lançar conjuntos imobiliários de alto padrão. Muitos desses empreendimentos, construídos em cidades fantasmas, levantaram dúvidas sobre uma possível onda de especulação imobiliária. Desde aquela época, o regime chinês se preparava para atender à demanda da população, que mais tarde migraria do campo para as cidades.

Com o acelerado processo de urbanização da China, a Evergrande expandiu suas atividades. A primeira oferta pública de ações da companhia aconteceu em 2009, quando lançou papéis na Bolsa de Valores de Hong Kong. Como resultado, a incorporadora levantou mais de US$ 720 milhões.

Em reportagem especial, Oeste detalha a atuação desse gigante imobiliário.

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4 comentários
    1. Edilson Salgueiro

      Excelente referência, Antonio. O Instituto Mises Brasil é uma ótima fonte de conhecimento sobre economia.

  1. Gui
    Gui

    Esse é o verdadeiro “capitalismo chinês”, sempre o papai Estado tem que acudir quando seus filhos fazem bobagens! Kkkk

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