Revista Oeste - Eleições 2022

Ex-guerrilheiro é eleito presidente da Colômbia

Gustavo Petro recebeu 50,46% dos votos, enquanto Rodolfo Hernández foi o preferido de 47,28% dos eleitores
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Gustavo Petro, o novo presidente da Colômbia
Gustavo Petro, o novo presidente da Colômbia | Foto: Reprodução/Flickr

O ex-guerrilheiro Gustavo Petro foi eleito neste domingo, 19, o novo presidente da Colômbia. É a primeira vez na História que um candidato de esquerda vence a principal disputa eleitoral do país.

Com quase 100% das urnas apuradas, Petro aparece com pouco mais de 50% dos votos. Ele foi escolhido por 11,3 milhões de colombianos. Rodolfo Hernández, seu concorrente, está com cerca de 47% dos votos. Aproximadamente 10,5 milhões de cidadãos optaram pelo candidato derrotado.

Pelo Twitter, o ex-guerrilheiro comemorou a vitória. “Hoje é um dia de festa para o povo”, afirmou. “Festejem a primeira vitória popular. Que tantos sofrimentos se acabem na alegria que hoje inunda o coração da Pátria.”

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O presidente Iván Duque parabenizou o novo chefe do Executivo. “Chamei Petro para lhe dar os parabéns”, disse ele, nas redes sociais. “Concordamos em nos reunir nos próximos dias para começar uma transição harmônica, institucional e transparente.”

Também pelas redes sociais, Hernández reconheceu a derrota. “A maioria dos colombianos que votaram escolheu o outro candidato”, escreveu o político. “Aceito o resultado, como deve ser, e desejamos que nossas instituições sejam firmes. Sinceramente, espero que essa decisão seja benéfica para todos, e a Colômbia se encaminhe à mudança que predominou essa eleição.”

Metade do Congresso está com a centro-direita tradicional do país. Já a esquerda, que envolve siglas como o Pacto Histórico, do novo presidente, e o Partido Comunes, ex-Farc, possui 35% das cadeiras.

Leia também: “América vermelha”, reportagem de Gabriel de Arruda Castro e Silvio Navarro publicada na Edição 92 da Revista Oeste

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27 comentários Ver comentários

  1. Agora é só aguardar a horda de colombianos que se juntarão aos pobres venezuelanos, que invadirão o Brasil, e estarão nos semáforos fazendo piruetas para ganharem um trocado. Ou trabalharem em subempregos. É o preço que a esquerda cobra e o brasileiro quem paga, porque é um povo generoso que tem acolhido outros refugiados como afegãos e haitianos, por exemplo, como faz a JMM da Igreja Batista.

  2. Não creio que o Bolsonaro vá tomar alguma iniciativa para conter esse movimento da esquerda que está em plena ofensiva pelo simples fato de faltar muito pouco tempo para uma reação eficaz. Vamos tomar como exemplo esse caso da tal CPI da Petrobrás, uma CPI feita em ano eleitoral, faltando poucos dias para a eleição, isso não vai funcionar, o tempo de reação era para ser no dia 7 de Setembro de 2021, não o fez então agora não fará mesmo. A menos que estejam planejando algum golpe (ou seria um contragolpe?), justamente por causa disso. Essa conversa que a Petrobrás está sabotando o país é conversa para boi dormir, lá dentro está apinhado de esquerdistas e o Bolsonaro sempre soube disso e não tomou providências na época certa, então agora é que não irá fazê-lo.

  3. Calma pessoal, vai demorar pelo menos uns 12 meses ainda até o país quebrar… não viram a Argentina, o Chile. Calma, não se quebra um país em 6 meses. E depois q as fraudes aqui elegerem Lula, o Brasil voltará a financiar tudo e todos.

    1. E verdade. Essas coisas todas tem o seu tempo, até a Venezuela que é o pior exemplo de todos, demorou alguns anos. Primeiro queima-se a gordura em excesso, depois passa-se para um regime de emagrecimento gradual, o sujeito fica até elegante e anima-se um pouco mais aí vem a fase de definhamento progressivo e daí em diante já não adianta mais tentar voltar atrás então sobrevém a fase crônica tal como sucedeu com Cuba. Alguém de bom senso acha que Cuba tem recuperação? Respondam honestamente.

  4. A abstenção ganhou a eleição na Colômbia, que fique a lição para nós aqui. Agora, apenas Uruguai, Paraguai e Brasil, seguem conservadores ( na verdade, nem tanto ), contra todo o resto de comunas. Votar nulo é entregar o País para o comunismo internacional. Nessa eleição há apenas um candidato que não é esquerdista. É nele que se deve votar ou chorar depois, por quatro longos anos.

  5. Alguém tinha dúvida. Este é o modus operandi. Votação apertada até o fim para não haver discussão. Mas um de esquerda a sujar a já imunda América do Sul de esquerdistas. Não sobrou nada. Dá Venezuela a Argentina, só faltava detonar Chile e Colômbia. Já foi. Isso vai virar o inferno

      1. Parece me que a coisa é um pouco mais séria. A narco-organizacao, sempre macumunada com a chamada esquerda, já domina a América Latina. Vai fazer de tudo para tomar o poder no Brasil

  6. Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Perú, Colômbia, Venezuela, o cerco se fechou estamos só nós e por enquanto o Paraguai. Na melhor das hipóteses poderá acontecer uma grande onda de refugiados da fome, repito, namelhopr das hipóteses! Será que este país dará conta do recado? Desconfio que não, infelizmente. Não sei o que pensam os chefes militares desses países. Então, de qualquer forma seremos conduzidos queiramos ou não a um reencontro com algum tipo de militarismo.

    1. Se não me falha a memória, o grosso dos refugiados da Venezuela foi para a Colômbia e só uma pequena parcela veio ao Brasil. Com o previsível desmantelamento da Colômbia, como ficará a situação desses milhares de refugiados naquele país? Voltarão para a Venezuela? Permanecerão na Colômbia? Já que agora são todos regimes de esquerda, tanto faz estar em um lugar ou outro a Patria Grande já se completou, pelo menos no lado hispânico. União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL), adotarão alguma moeda única? Resistiremos?

    2. Também há elSalvador, com um governo com medidas drásticas contra os traficantes e bandidos em geral na usa maioria aliados da esquerda, Equador com um governo que está fazendo medidas drásticas contra o pseudo-indigenismo de araque de origem esquerdóide e República Dominicana com um governo bem característicamente direitista.

  7. Cada um tem o que merece. Me envergonha saber que minha geração vota nesse tipo de lixo socialista nojento.
    Porém, foi votado e eleito, assim como na Argentina, Peru e Chile. Espero que não soframos o mesmo destino terrível.

    1. Não é a “sua geração”, ele tem apenas uma proporção de 5% a mais de votos dos menores de 25 anos em comparação com os direita e igualmente, eles tem só 5% a menos.

  8. Se abster de votar é um direito, mas, patrioticamente é um crime, porque ninguém deveria abandonar a pátria numa hora tão importante, quando essa abstenção, essa omissão e desinteresse contribuem para que a pátria caia nas mãos de comunistas e bandidos. Pobre Colômbia, sucumbirá bem rapidamente. Observemos também o modus operandis das pesquisas, que mantém sempre os dois empatados, para dar condições de se manipularem resultados. Nem que o candidato de direita tenha 90% das intenções as pesquisas indicarão empate. Todas as últimas eleições têm sido assim, e de forma “apertada” a esquerda vence, e nem compensa conferir votos porque está quase empate. Se não abrirmos de uma vez os nossos olhos, seremos a última resistência a sucumbir a um triste fim com o comunismo.

  9. Adeus Colômbia. Restam Paraguai, Uruguai e Brasil que também vão cair graças à competência do Foro de São Paulo e à babaquice dos idiotas úteis. E não tem retorno, ao contrário do que pensam os isentões. Em mais dois anos toda América Latina será comunista. Parabéns aos irmãos Castro e ao Partido Comunista Cubano.

    1. O negócio é deixar afundar e que o povo aprenda sozinho, não faltaram avisos. Se o Lula for eleito, eu vou é cair fora, vou para a Polônia ou algum outro país decente que não acredita em mentiras socialistas. Eleitor da esquerda merece comer capim.

    1. Essas noções sobre “primeiro governo de esquerda” são muito arbitrarias, considerando só gente vindas de partidos que tiveram uma fase forte de marxismo e/ou leninismo como esquerdistas, se fosse levar esse critério a serio, teriam que considerar o trabalhismo da Grã-Bretanha por exemplo, como não-esquerdista e além disso a Colômbia teve sim, uma espécie de Estado de fato das Farcs em um terço da Colômbia antes do governo Uribe.

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