Protestos contra o governo chileno em 2019| Foto: Unsplash
Protestos contra o governo chileno em 2019| Foto: Unsplash

América vermelha

O avanço da esquerda nos países vizinhos faz do Brasil e da Colômbia as últimas trincheiras na América Latina contra o populismo e o fim da liberdade

Há pouco mais de um ano, Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma carta para celebrar os 30 anos da criação de uma frente de radicais de esquerda na América Latina, o Foro de São Paulo. Sem meias palavras, o ex-presidente convocou os rebeldes de causas perdidas a se levantar mais uma vez contra o livre mercado e “reivindicar o papel do Estado”. Chegara a hora de o “progressismo” — que só atrasa o mundo — ganhar terreno.

O encontro virtual teve a participação dos ditadores Nicolás Maduro (Venezuela), Miguel Díaz-Canel (Cuba) e Daniel Ortega (Nicarágua). Outros países latinos enviaram representantes, inclusive os narcoguerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. Quem mediou o evento foi a petista Monica Valente, mulher de Delúbio Soares, o tesoureiro oficial do mensalão.

É evidente que nada do que foi debatido no encontro teve alguma relevância a ponto de ser publicado em jornais, nem chacoalhou as bolsas pelo mundo, muito menos incomodou o empresariado. Mas a ordem para o Foro de São Paulo se reagrupar fazia algum sentido. Em outubro do ano que vem, Lula quer retomar o projeto de poder do PT, interrompido pela sua temporada na cadeia e pelo governo Jair Bolsonaro. Nada mais favorável do que buscar isso cercado por uma vizinhança amistosa.

“Não imaginávamos que esse encontro de partidos e movimentos chegasse aonde chegou, tornando-se um foro permanente e até uma referência para partidos de esquerda e progressistas de todo o mundo” (Lula, em julho do ano passado)

Lula, no Foro de São Paulo | Foto: Reprodução

Chile

O episódio mais recente do avanço das labaredas vermelhas pelo continente americano ocorreu no Chile. Gabriel Boric, um deputado de 35 anos do Partido Comunista e líder estudantil — seja lá o que isso ainda signifique neste século —, foi eleito presidente. Presidente da República, não do grêmio estudantil.

A reportagem de Oeste vasculhou a trajetória de Boric e descobriu que, em janeiro de 2005, os guardas do supermercado Líder, na cidade chilena de Punta Arenas, notaram que um jovem havia saído do estabelecimento com um vidro de álcool sem pagar. Eles o interpelaram, levaram-no para a polícia e o ficharam por furto. O caso não seguiu adiante por causa do princípio da insignificância. Anos mais tarde, o rapaz afirmaria ter cometido “um erro”. Seu nome: Gabriel Boric.

O esquerdista Gabriel Boric é eleito presidente do Chile no segundo turno | Foto: Reprodução Facebook

Boric não é de família pobre. Seu pai foi gerente da Enap —  equivalente à Petrobras. A condição financeira confortável permitiu que o garoto frequentasse o Colégio Britânico de Punta Arenas, no sul do país. Seu endereço à época, conforme consta no Boletim de Ocorrência, era o de uma mansão de dois andares de frente para o Pacífico.

Curiosamente, sua mãe fez exatamente a mesma coisa anos depois — no mesmo supermercado. Não foi a primeira vez. Em 2013, ela havia sido flagrada com cerca de R$ 250 em produtos surrupiados. Em 2016, por ser reincidente, a Justiça determinou que ficasse um ano sem entrar no estabelecimento.

Boric apareceu na política em 2011, quando estudantes tomaram as ruas do país para protestar, entre outras coisas, contra a cobrança de mensalidades no ensino superior público (o que também existe em países de economia mais aberta, como os Estados Unidos). Em 2014, tornou-se deputado federal.

Longe de ser moderado, o partido de Boric, o Convergência Social, anuncia em sua plataforma a busca por “uma sociedade socialista, libertária e feminista”. O documento assusta ao falar em “socialização da produção”. O texto ainda critica a “aliança entre o patriarcado e o capital” e defende um projeto “continentalmente integrado”. Boric é uma espécie de Guilherme Boulos que deu certo.

Também sobrou, claro, para o presidente Jair Bolsonaro, classificado por ele como “racista, homofóbico” e adepto do “discurso de ódio”. Quando o brasileiro visitou o líder chileno Sebastián Piñera, em 2019, Boric se juntou aos baderneiros que organizaram um ato contra o presidente do Brasil.

Retrocesso

Num país com quase 20 milhões de habitantes — do tamanho de Minas Gerais — e renda per capita maior do que o dobro do Brasil, o eleitor chileno resolveu praticar skate na Cordilheira dos Andes. Há mais de duas décadas, o Chile se nega a integrar os acordos tarifários do Mercosul. É um país de tradição econômica liberal, a despeito dos devaneios de Michelle Bachelet. Trata-se de uma nação que optou por negociações bilaterais, especialmente com os Estados Unidos. Além disso, detém o Porto de Antofagasta, com saída para o Oceano Pacífico.

A corda chilena, contudo, parece ter estourado num daqueles momentos de distração dos políticos do andar de cima. Sebastián Piñera enfrentou turbulências e pedidos de impeachment durante o mandato. Teve de manter o olhar fixo no Legislativo para não sair pela porta dos fundos e não entendeu o que acontecia na praça.

Enquanto isso, grupos de vândalos encapuzados — como os black bloc brasileiros de 2013 — decidiram tomar as ruas, com Boric à frente. Pelo menos duas igrejas foram incendiadas desde 2019, entre elas a bela Igreja da Assunção, na Praça Itália, em Santiago. O Templo dos Carabineros (polícia chilena) também foi queimado.

A economia passou longe dos debates eleitorais neste ano de pandemia. A temática foi uma profusão de pautas LGBT mescladas com liberação do aborto, ampliação de programas sociais — Boric pretende criar uma espécie de Bolsa Família — e, especialmente, os direitos dos índios.

A presidente da Assembleia Constituinte, deputada Elisa Loncón, é uma representante dos mapuches. Ela batizou a nova Carta Magna, que deverá ser aprovada em 2022, como “Constituição da Mãe Terra”. Em outubro, quando a Assembleia realizou votações, Elisa conseguiu emplacar um pré-texto que fala em punir o “negacionismo” cultural e a opressão “aos povos originários durante a colonização europeia” — cerca de 10% do país afirma ser indígena. Segundo ela, são esses 10% que o Estado deve priorizar a partir de agora.

Vizinhos incômodos

Desde 2011, a América Latina não era tão vermelha. E o cenário pode ser ainda pior — e inédito — caso o Brasil e a Colômbia optem por governos de esquerda no próximo ano. Equador e Paraguai também são exceções, mas têm peso menor na economia e na geopolítica do continente. Os equatorianos bateram na trave neste ano, mas o banqueiro Guillermo Lossa venceu a esquerda.

A Colômbia permanece sob o comando de Iván Duque, discípulo do ex-presidente Álvaro Uribe. Mas os colombianos vão às urnas em março para eleger um novo presidente. O senador Gustavo Petro, ex-integrante da guerrilha M-19 e ex-prefeito de Bogotá, aparece como favorito nas pesquisas eleitorais.

A lista de países sob domínio socialista-comunista é extensa e reúne a longeva ditadura cubana, a Venezuela chavista e a Nicarágua do golpista Daniel Ortega, que mandou prender seus adversários políticos. A Bolívia segue à mercê do grupo de Evo Morales e o Peru passou a ser administrado pelo sindicalista Pedro Castillo, uma espécie de Dilma Rousseff que fala espanhol.

Principal parceiro comercial do Brasil no continente, a Argentina segue com seu tango de alternar passos à direita, seguidos de recuos à esquerda. O único alento no país platino foi a vitória da direita nas eleições legislativas, que, além do susto na dupla presidencial, equalizou as forças.

Outra novidade foi a eleição neste mês da socialista Xiomara Castro em Honduras, encerrando um ciclo de 12 anos dos conservadores no poder. Ela é mulher de Manuel Zelaya — que ganhou notoriedade em 2009, ao transformar a embaixada brasileira em Tegucigalpa numa pensão, que ocupou por quatro meses para escapar da cadeia.

No México, López Obrador é oficialmente o primeiro presidente de esquerda do país. Eleito em 2018, ele promove um plebiscito para saber se pode seguir até 2024.

Em outubro, será a vez de os brasileiros votarem para presidente. O professor de Ciência Política Jorge Corrado, da Universidade Católica de La Plata, na Argentina, afirma que o pleito no Brasil será crucial para os rumos da região. “É essencial que Bolsonaro — ou quem quer que represente a direita — triunfe”, diz. “Se o Brasil cair, estaremos em um continente incendiado. A tônica da esquerda é alcançar o poder, mudar a Constituição e permanecer no poder.”

Corrado afirma que, para aumentar as chances de sucesso, o presidente brasileiro deve ajustar sua postura pública — sem abrir mão dos princípios. “Ele precisa ter um discurso mais moderado e captar uma faixa maior da população”, diz. “Às vezes, ele tem de ser duro, às vezes conciliador. Se fizer isso, se tornará menos previsível para seus adversários”, argumenta o professor, que também é diretor do Instituto de Estudos Estratégicos de Buenos Aires.

Ele explica ainda que o sucesso da esquerda na América do Sul é fruto de três décadas de articulação conjunta, iniciada depois do colapso da União Soviética. A estratégia vai além da política eleitoral e inclui a ocupação de espaços em órgãos públicos, nas universidades e nos meios de comunicação. “Em alguns países essa semente tardou um pouco mais, em outros, menos, mas em todos ela deu frutos porque o Estado não se deu conta”, afirma. Se quiser vencer essa guerra, a direita precisará lutar nos mesmos fronts.

O que fica de lição para o Brasil na virada de um ano que promete ser de alta combustão política? Que o perigo mora ao lado. Por enquanto.

Leia também “A Nicarágua entra no clube das ditaduras”

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32 comentários Ver comentários

  1. Aqui o perigo chama-se stf. Pq, ilegalmente, cancelou o voto auditável aprovado na Câmara ? Só existe uma resposta: para tornar o pleito de outubro fraudável . Ou alguém tem outro motivo ?

  2. Devemos suar sangue e lágrimas agora, não daqui a vinte ou trinta anos quando tudo estará mais que dominado. Temos que ter um comandante, quem se habilitara? Contem comigo.

  3. A AL cairá nessa maldição e terá, globalmente, a mesma sorte de Cuba e Venezuela. A tragédia vai perdurar por muitas décadas até ser interrompida com luta, suor e sangue mas novamente irá se render depois de algum tempo. A AL é um caso perdido!

  4. Estou muito receoso com o futuro do Brasil. Sinceramente. E quando vou ao Twitter e vejo certas notícias e leio os comentários….é de tirar o sono. Sinceramente, eu tenho medo. Muito.

  5. O poder emana do povo e em seu nome deverá ser exercido. Entra, mas também sai. Nada e nem ninguém resiste a uma revolta popular! Se não obedecer ao povo, terá de ter a resposta a altura. Não pode uma minoria se sobrepor aos outros. Evidentemente, corremos todos os riscos da oposição levar essa próxima eleição no primeiro turno. Do contrário, será muito pouco provável que consiga. O povo está farto, cansado, exausto de política esdrúxula, larápia e desonesta! Chega
    Ou damos mais uma chance ao Capitão, sem Pandemia, para exercer de fato um mandato comprometido com a recuperação ou vamos cair todos! Depende única e exclusivamente de todos nós eleitores!

      1. MTM, não funcionou nas 13 repúblicas da URSS, na Coréia do Norte, na Albânia, não vai funcionar na Argentina, no Chile, etc., etc., etc., e não funcionaria também no Brasil. Portanto, brasileiro, “9 Dedos” nunca mais !

  6. Muito boa a reportagem, mas faltou dizer que o candidato da Esquerda foi eleito devido ao alto índice de abstenção (53%) ocorrido nessas eleições. Ou seja, o povo chileno, majoritariamente de Direita, ficou em casa vendo TV e coçando o saco, enquanto a minoria esquerdista, super unida, como sempre, foi ás urnas. Atenderam o chamado dos comandantes, e tá aí: DEU MERDA GERAL NO CHILE. Agora durmam com um barulho desses.

  7. Enquanto isso algumas pessoas que se dizem de direita, ficam cogitando apoio ao Sérgio Moro, ao partido Novo, que é tudo de esquerda, temos como opção o Bolsonaro ou a volta da esquerda.

  8. Temos de lutar em todos os fronts de batalhas. Mas, sem dúvida o principal front é da famosa urna eletrônica. Não dá pra fazer qualquer análise séria enquanto não tirar esse bode da sala.

  9. Espero e torço pela lucidez brasileira.Vamos nos diferenciar dos “companheiros” da América. Brasil não pode retroceder,vamos em frente,a nossa as é apenas o voto,pensem bem o que querem deixar para os seus e para os brasileiros
    Tenho uma atração muito especial pela letra B.

  10. O maior problema da América Latina, além da indolência, safadeza, ignorância, é a falta de pragmatismo. O povão quer mudanças extraordinárias, mágicas, e claro que os façam ganhar mais sem trabalhar mais. O CHILE VAI DAR MERDA!

  11. A esquerda quer dominar o mundo. Hoje até os EUA tornaram-se menos direita.
    A esquerda ilude o eleitor pobre e favorece a elite rica. Ou seja, se a grande mídia e as escolas dizem que comer merda é bom, como libertar o povo destas mentiras?Enquanto pessoas acreditarem que o Estado deve tutelá-las nunca haverá mudança no Sistema.

  12. Nem tão política assim. Leiam qualquer livro de Frederic Bastiat que entenderão algo além de toda essa confusão que ambiciosos pelo poder criam. Um excerto do pensamento de Bastiat: (a existência humana está sustentada por três principais pilares, sendo eles: “Individualidade, Liberdade e Propriedade”).

  13. “ A estratégia vai além da política eleitoral e inclui a ocupação de espaços em órgãos públicos, nas universidades e nos meios de comunicação.”
    Exatamente isso!
    Os grandes culpados da Esquerda ter dominado a América Latina foram os governos de Direita, enquanto estavam no poder, devido aos seguintes fatores:
    1) não ofereceram alternativas econômicas que debelassem a pobreza e o baixo crescimento econômico.
    2) permitiram que comunistas tomassem conta dos meios acadêmicos e culturais, co-optando massas de jovens que não tinham consciência política nenhuma e foram iludidos com as falsas promessas da Esquerda.
    3) corrupção desenfreada, que levou à população a buscar alternativas, que se revelaram piores ainda!

    Infelizmente, o que se observa nas populações dominadas por esses regimes comunistas, é a completa incapacidade de reagir a esses governos, que só sabem distribuir pobreza, corrupção, e baixo crescimento. Graças a um vazio na consciência política dessas populações, aliadas a políticas de distribuição de rendas miseráveis e fraudes eleitorais, esses governos continuam se perpetuando indefinidamente no poder.
    O Brasil corre sério risco de ter Lula de volta, devido em parte, à incapacidade, e eu diria de burrice mesmo de Bolsonaro, de fazer um governo mais moderado. Bolsonaro, justamente o que mais se preocupa com a dominação comunista, corre o risco de entregar o governo de lambuja nas mãos do PT.
    Caberá ao Congresso barrar as iniciativas que comumente vemos acontecerem em outros países, como Controle da Imprensa, mudanças na Constituição para que se permita reeleições indefinidas, etc, que com certeza o PT tentará emplacar.
    Vejo um futuro sombrio para o Brasil a partir de 2023!

  14. Vocês acham mesmo que EU ficarei parado vendo minha vida ser destruida, jogada no ralo por esse WOKE?!
    NUNCA me verão mendigando em filas de pão, proteina ou chorando pela minha aposentadoria que não foi paga. Não verei minha familia passando necessidades por causa de 10% da população, hiper ativos, queimando e enganando jovens nas praças e colégios, com mentiras do bonitinho “politicamente correto”
    Matarei ou serei morto, mas por minha dignidade não sapatearão!
    Estão chocados como minha reação?!
    Se NÃO querem chegar nesse nivel de raiva com essa pessoas…
    DEMITAM-NAS JÁ!
    Não alimente canalhas que se postam de bonzinhos…vc estarão colocando seu futuro em risco.

    1. Devemos suar sangue e lágrimas agora, não daqui a vinte ou trinta anos quando tudo estará mais que dominado. Temos que ter um comandante, quem se habilitara? Contem comigo.

  15. Muito bom que o excelente jornalismo da revista oeste nos traga neste artigo do Silvio e Gabriel a realidade que se aproxima de nosso pais e esclareça os riscos desta volta ao passado politico que ameaça a América Latina.
    Creio portanto que é muito importante que veículos idôneos de comunicação, como revista oeste, jovem pan, gazeta do povo e outras mídias, evidenciem o sucesso dos governos conservadores e liberais na economia, como vinha sendo o do governo Bolsonaro antes da pandemia. Vale lembrar que esta crise sanitária derrubou Trump nos EUA em um certame bastante estranho e com fraudes constatadas.
    O jornalismo verdadeiro tem que demonstrar que atualmente em nosso pais a briga pelo poder pode levar a estranhas composições, como esta ameaçadora união do camaleão, sem caráter e esquerdista LULA com o respeitoso conservador e extremamente religioso Geraldo ALCKIMIN.
    Como ex tucano desde a fundação do partido até 2019, ano que se revelaram os maus caráter FHC e DÓRIA, entendo que Alckimin como conservador, religioso e liberal que é, poderia formar uma chapa vitoriosa, Bolsonaro/Alckimin em 2022 e Alckimin/Bolsonaro em 2026. Com certeza, com um STF democraticamente renovado nesse período e com as reformas estruturantes, política, administrativa e tributária, seguramente conquistaríamos a segurança jurídica e política para o nosso desenvolvimento e melhor distribuição de renda.
    Neste momento, o envolvimento da boa imprensa com o inteligente empresariado e com os bons políticos, poderíamos evitar essa catástrofe que se avizinha em 2022, especialmente se não tivermos na direção da Tecnologia da Informação do TSE, membros TIs, dos Ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia, juntamente com TIs independentes como o egro. Carlos Rocha e equipe para o desenvolvimento do software e novas tecnologias de auditoria digital do sistema.

    1. Bolsonaro conseguiu fazer um governo tão ruim, mas tão ruim, que até mesmo moderados como Alckmin se alinharão ao PT. Porque a vontade de tirar Bolsonaro vai além do medo de se aliar ao comunismo representado pelo PT e demais partidos de Esquerda.
      A Direita precisa entender que pra se manter no poder ela deverá defender os mesmos princípios que a Esquerda defende como questões ambientais e pautas LGBTs., associadas a políticas assistencialistas. Ao mesmo tempo, gradualmente implementar políticas que mudem o sistema educacional e de saúde, com um desmonte do Estado, como privatizações, desregulamentações, reformas administrativas e tributárias, para que o país possa se livres das amarras que impedem o crescimento.
      Se não fizermos isso, a Esquerda manterá a primazia do diálogo político e dará as cartas pelas próximas décadas.

      1. Primeiramente PSDB nunca foi direita. A sigla significa: Partido SOCIALISTA democrático brasileiro. È um partido socialista Fabiano. Segundo, as pautas nunca podem ser as mesmas, pois torna-se a idealização socialista. Terceiro, ler um pouco é essencial né meu caro. Leia Bruno Garschagen, Fernando Corando e vários outros, a internet está aí, pra esclarecer. O Brasileiro é conservador, só não tem consciência que isso significa. O trabalho é de formiguinha.

      2. A principal meta de Alckim é ser presidente da República, procurará um atalho via vice, esperando uma derrocada do capo, seja pela justiça dos homens, ou divina, essa é sua única chance, não importam os meios, o que vale são os fins.

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