FDA sabia dos riscos cardíacos de vacinas de mRNA, diz artigo

David Gortler, farmacologista, ex-membro da agência reguladora dos EUA e ex-professor da Universidade de Yale alerta para a negligência do órgão
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Foto: Divulgação/Medicago
Foto: Divulgação/Medicago

Desde o começo, a Food and Drug Administration (FDA), agência regulatória sanitária dos Estados Unidos, sabia que vacinas desenvolvidas com a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) contra covid-19 estavam ligadas a sérios problemas cardíacos. Um artigo escrito por David Gortler, farmacologista, ex-membro da FDA e ex-professor de farmacologia e biotecnologia na Escola de Medicina da Universidade de Yale, alerta para o fato de que a “Anvisa dos EUA” negligenciou informações e não manteve os mesmos padrões regulatórios, usados em outras medicações e produtos, para validar a segurança das vacinas anticovid.

A revisão da Solicitação de Licença Biológica submetida pela fabricante BioNTech/Pfizer para análise da FDA já mostrava que “reações adversas graves clinicamente importantes [incluídas] anafilaxia e miocardite/pericardite”, ou seja— reações alérgicas graves e inflamação do coração — poderiam ocorrer em razão do uso das vacinas de mRNA, diz o artigo publicado no site The Federalist. O documento foi revisado em agosto de 2021.

Diferenças no padrão regulatório da FDA

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O Vaccine Adverse Event Reporting System (relatórios para reportar eventos adversos — VAERS, na sigla em siglês), administrado em conjunto pela FDA e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na siga em inglês), lista uma série de eventos cardiovasculares em pessoas jovens e saudáveis. Ainda que seja necessário avaliar os relatórios para estabelecer vínculos causais em relação a esses eventos adversos, Gortler diz que já existem milhares de relatos de ataques cardíacos, miocardite e pericardite apenas nos Estados Unidos, o que “deveria ter estimulado os fabricantes e a FDA a investigar a fundo” os casos relatados.

Segundo o artigo, epidemiologistas responsáveis pela segurança de medicamentos da FDA declararam que a agência é rigorosa em relação a possíveis efeitos de medicações e que basta um único evento bem documentado para justificar uma investigação mais criteriosa. Por exemplo, em 2008, depois de menos de 200 relatos espontâneos de VAERS de ruptura de tendão depois da administração de um antibiótico conhecido como fluoroquinolona, a FDA adicionou um “aviso de tarja preta” e restrições de prescrição do remédio.

No entanto, milhares de relatórios do VAERS para reportar eventos graves, debilitantes e mortais depois da vacinação contra covid não estão recebendo o mesmo grau de exigência e de padrão regulatório, diz o artigo.

Além do VAERS, o Vaccine Safety Datalink do CDC indica risco excessivo de miocardite e pericardite em pessoas que receberam vacinas da Pfizer e da Moderna. O risco cardiovascular após qualquer vacina de mRNA é alto, mas com a Moderna é aproximadamente quatro vezes maior que o da Pfizer, aponta estudo.

Falta de transparência

O farmacologista explica que a miocardite e a pericardite são doenças historicamente raras e diagnosticadas de maneira simples por meio de exames, como ecocardiogramas, podendo ser tratadas com medicação barata e repouso. Mas, para que isso aconteça, as pessoas precisam conhecer os sintomas e buscar atendimento médico correto.

Gortler faz um alerta: profissionais e pacientes não estão sendo devidamente avisados para monitorar sintomas cardiovasculares, apesar do aumento da incidência de casos das doenças. Para ele, os fabricantes e a FDA falham ao não comunicar com clareza possíveis efeitos adversos das vacinas de mRNA.

Segundo o artigo, em fevereiro de 2022, um comitê consultivo do CDC propôs estender o intervalo entre doses para minimizar danos cardiovasculares das vacinas contra covid-19. Para Gortler, a medida é um indicativo de que o governo federal “está ciente do grave risco”. Entretanto, em vez de tratar com transparência e dar publicidade ao assunto, as autoridades sanitárias e gestores públicos propõe soluções como essas, de alterar o intervalo entre doses, na expectativa de mitigar riscos.

E finaliza:

“Na década de 1950, os médicos costumavam não dizer aos pacientes quando eles tinham câncer terminal porque achavam que era para seu próprio bem. Já passamos do dia em que esconder informações do público é considerado bom para a saúde pública. Nunca é. Não é apenas antiético e ofensivo, é perigoso.”

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27 comentários Ver comentários

  1. Meu filho cursa Direito na UFJF, pólo de Governador Valadares MG. A UFJF decretou recentemente a obrigatoriedade do passaporte vacinal de professores, alunos e demais funcionários. Por não ter tomado “as vacinas”, apesar de já ter contraído Covid19, meu filho vai ser obrigado a “trancar” seu curso. Ele tem receio de tomar, justamente por causa dos efeitos causados apresentados na reportagem. O histórico cardíaco da família do lado do pai dele é grande. Estamos tristes pela situação.

  2. Negligência? Isso, aqui na minha região a gente chama de safadeza, mau caratismo, canalhice e por aí vai. E é o tipo de coisa que não se chama a polícia para resolver.

  3. Que lamentável a decadência que ocorre entre o humanos. O ocidente comandado pelos EU ficou bichado; esquerdalha infestando o mundo todo, tal qual a covid-19; as pessoas ficando vez mais imbecis e acreditando que são o máximo; os agentes públicos de comando só fazendo putaria… Uma guerra drástica, quem sabe, pode representar a saída para um mundo melhor.

  4. O que pensar de nossa ANVISA, STF, de vários políticos (Governadores, Prefeitos). Como disse um rato para o outro: “Nunca pensei que os seres humanos um dia se transformariam em cobaias”. Vamos esperar para ver o que vai acontecer? Muito $$$$ envolvido.

  5. Agradeço a revista oeste pela coragem de divulgar esta matéria, precisamos de informações confiáveis sobre o assunto, daí cada um descide o risco que quer pra si mesmo, O da vacina ou do vírus.

  6. Finalmente!!! O único país que teve esta atitude! Tenho familiar que nunca teve problemas de coração, veio ter após tomar a segunda dose da Coronavac…. Estão creditando ao “histórico familiar”. Pode ser. Também pode não ser… O correto seria estas pessoas estarem sendo acompanhadas e o caso investigado. Porém, estamos no Brasil. Vai dar em nada.

    1. Vamos ver se a justiça americana de fato deu oito meses para a Pfizer abrir seus estudos… O que seria programado para 2050!!! Vamos aguardar.

  7. O pior é que esses efeitos nocivos aparecem a médio e longo prazo. Imagina uma criança inocente que não responde por si mesma sendo exposta a uma vacina em que os efeitos ainda estão em fase de teste?

  8. Eu não me vacinei e nem vou vacinar.Eu sei o que é passar por um choque anafilático.Quase morri por causa de um iogurte sabor morango.Depois descobri que ele tinha um corante muito perigoso para pessoas alérgicas como eu.

  9. Não precisa ir muito longe, todos que lemos diariamente vídeo do Dr. José Nasser, artigos do Dr. Luc Montagnier (Prêmio Nobel de Medicina) já sabia disso, mas existe por trás de tudo isso uma fábrica de dinheiro e um jogo de interesses que vai além da vida.

  10. $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$…………..PARA UM BOM ENTENDEDOR, UM CIFRÃO BASTA, IMAGINA MILHÕES

    1. Luiz Antônio Alves, o mundo todo já está sabendo dos riscos dessas “vacinas”. E já faz tempo! Há milhares de artigos científicos, vídeos (em plataformas alternativas), estudos, sites de especialistas (médicos, virologistas, epidemiologistas, imunologistas, biólogos, etc.) dentre muitos outros, divulgando essas mesmas informações que a Oeste está divulgando. Seu comentário sugere que você tem assistido somente matérias da “grande mídia”. Vão censurar tudo isso? Quem? Como? E os protestos com multidões saindo às ruas contra essa “vacinação” compulsória? No Canadá, na Austrália, na Itália, nos EUA, no Reino Unido, e pelo mundo afora? E isto só está aumentando! O mundo já despertou para a derrocada da “narrativa vacinal”. Cientificamente insustentável a curto prazo!

  11. Na verdade essa acusação precisa ser investigada com transparência e seriedade . Outra Geração Talidomida é inadmissível nos dias de hoje .

  12. Muitos interesses financeiros e políticos regem as decisões sobre as vacinas. Não me vacinei, pois não quis ser cobaia. Prefiro aumentar a imunidade e fazer O tratamento precoce, caso precise.

  13. Vergonhoso! FDA parece o nosso STF.
    Essa é a democracia madura dos EUA?
    A imprensa viciada e focada em derrubar o presidente que ousou questionar e salvaguardar liberdades é desinteressante ao Stablishment, essa mídia podre faz jogo e vistas grossas…. .
    Nosso mundo ocidental livre encolhe e está cada vez mais vulnerável ao socialismo e às ditaduras!!!

  14. Essa história ainda vai render!
    A Pfizer, principalmente, jogou muita grana para os diretores dessas agências regulatórias, seja o FDA, a EMA e a ANVISA. Só que merda não adianta esconder, uma hora vai feder.

    1. Tomei uma única dose da vacina no início do ano, apenas para testar, e era da justamente da Pfizer. A reação foi violenta durante três dias, parecia que tinha comigo algo envenenado ou estragado. Foi o bastante pra me manter longe disso.

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